31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem pauta de grande atenção em dia de falas importantes lá em Davos

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 22/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil o Mercado está sem notícias importantes a não se a expectativa do futuro sobre o Orçamento e fluxo cambial.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,8%), após o rali que marcou o dia seguinte da posse de Trump e enquanto os investidores aguardam mais resultados de empresas. Na frente macroeconômica, o mercado irá observar como as Treasuries vão continuar reagindo ao novo governo americano em um dia sem grandes eventos macroeconômicos.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,6%), e na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,9%; HSI: -1,6%), após o presidente Trump comentar sobre imposição de tarifas de 10% sobre a China.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou leve queda de 0,66% na terça-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,62%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de -0,69% no dia.  Os destaques positivos do dia foram CCME11 (+5,1%), MCRE11 (+3,9%) e LIFE11 (+3,8%). Já os principais destaque negativos foram LVBI11 (-4,0%), ICRI11 (-3,7%) e CLIN11 (-3,4%).

Economia

O principal destaque do noticiário econômico desta é a promessa de Trump, reforçada em discurso na terça-feira, de impor tarifas de 10% à China e à União Europeia. O presidente norte-americano disse considerar a aplicação das tarifas a partir de 1º de fevereiro, e levantou a possibilidade de impor tarifas de até 25% contra Canadá e México devido a preocupações com o fluxo de drogas provenientes desses países. Embora as tarifas sejam uma promessa de campanha de Trump, os valores de 10% até 25% estão bem abaixo daqueles que ele havia prometido na campanha.

No Canadá, dados de inflação mostraram queda, mas o movimento foi puxado por reduções temporárias de impostos de bebidas, alimentos e roupas, o que deve se reverter em fevereiro, levando os preços a um movimento mais próximo das demais economias desenvolvidas.

IBOVESPA +0,4% | 123.338 Pontos.   CÂMBIO -0,2% | 6,03/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,4% ontem, aos 123.338 pontos, em linha com os mercados globais (S&P 500, +0,9%; Nasdaq, +0,6%), que apresentaram um desempenho positivo após Donald Trump optar por ainda não impor tarifas, apesar de ameaçar aplicá-las ao Canadá e México.

A ação da Braskem (BRKM5, +3,6%) deu sequência ao momento positivo, e acumula uma alta de 22,9% no ano. Já a Raízen (RAIZ4, -3,1%) caiu, repercutindo uma redução de preço-alvo para o papel por um banco de investimentos. Na segunda-feira, a empresa publicou sua prévia operacional do 3º trimestre de 2025, que decepcionou o mercado (veja aqui o comentário).

Nesta quarta-feira, pela temporada internacional de resultados do 4º trimestre de 2024, teremos GE Vernova, Halliburton, Johnson & Johnson e Procter & Gamble.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira praticamente estáveis ao longo da curva. No Brasil, o destaque foi o alto volume ofertado de NTN-B 2030 no leilão do Tesouro, que, além da alta aceitação, contou com a abertura das taxas desses títulos. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,93% (- 1,8bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,16% (+1,3bp); DI jan/29 em 15,02% (+2,5bps); DI jan/31 em 15% (+1bp). Nos EUA, o mercado teve reação relativamente limitada às sinalizações de Donald Trump de que aplicaria tarifas aos vizinhos da América do Norte. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,29% (+2,0bps), enquanto os de dez anos em 4,57% (-4,0bps).

No Brasil, as preocupações sobre o Orçamento – ainda não aprovado – continuaram na terça-feira, na medida em que não há recursos suficientes para pagar o auxílio-gás no ano devido à tentativa do governo de retirar o programa do Orçamento. Ainda assim, o governo prometeu manter os pagamentos nos próximos meses.

Quarta-feira com uma agenda econômica bastante esvaziada. Lá fora, teremos o discurso da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, no Fórum Econômico Mundial em Davos. No Brasil, teremos apenas dados de fluxo cambial semanal.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)