31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil não se vê o mercado festejando a sanção da regulamentação da Reforma Tributária

Veja mais números

Publicado em
Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 17/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call “ da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para IBC-BR divulgado ontem, mas o mercado não festejou a sanção da regulamentação da reforma tributária.

Veja mais:

Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,4%), enquanto os mercados se preparam para a posse de Donald Trump como presidente dos EUA na próxima segunda-feira e após os principais bancos americanos terem apresentado bons resultados. Na frente macroeconômica, as Treasuries estão estáveis essa manhã, uma vez que seguram as altas de quarta, devido às expectativas para o CPI, e de quinta, por falas menos agressivas de um dos membros do Fed.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,6%), e na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: 0,3%; HSI: 0,3%), após crescimento do PIB no quarto trimestre acima do esperado e dados positivos de produção industrial e vendas no varejo.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou queda de 0,22% na quinta-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,25%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de -0,23% no dia.  Os destaques positivos do dia foram BTRA11 (+4,2%), RECT11 (+2,2%) e WHGR11 (+2,2%). Já os principais destaque negativos foram CCME11 (-3,3%), VGIP11 (-2,9%) e JSAF11 (-2,7%).

Economia

O PIB da China cresceu 5,4% no 4º trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, acima da expectativa do mercado de 5,0% e do aumento de 4,6% registrado no 3º trimestre. Esse foi o maior avanço desde o 2º trimestre de 2023. Consequentemente, o governo atingiu sua meta de crescimento de 5,0% estabelecida para 2024. As autoridades chinesas vêm implementando várias medidas de estímulo desde setembro do ano passado, e prometeram fazer mais este ano. Apesar dos resultados positivos no final de 2024, analistas de mercado continuam preocupados com as perspectivas econômicas da China em 2025. Os desequilíbrios entre produção doméstica firme e demanda fraca persistem, alimentando riscos deflacionários. Ademais, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, planeja impor tarifas adicionais de pelo menos 10% sobre os produtos chineses, o que amplia incertezas sobre os fluxos de comércio exterior. 

O Banco Central Europeu (BCE) publicou ontem a ata de sua última reunião de política monetária. A autoridade cortou suas taxas de juros de referência em 0,25 p.p. em 12/dez – por exemplo, a taxa de depósito recuou de 3,25% para 3,00%. Segundo o documento, os membros do BCE estavam divididos sobre quão agressivo o banco central deveria ser no ajuste monetário. Enquanto alguns membros defenderam uma redução mais acentuada (0,50 p.p.) para dar suporte à atividade em meio a riscos crescentes, outros se preocuparam que agir mais rápido poderia enviar sinais errados aos mercados financeiros. O BCE não trouxe sinalização sobre os próximos passos de política monetária. Os membros do banco central mantiveram a “abordagem dependente de dados e de avaliação reunião por reunião”. 

IBOVESPA -1,15% | 121.234 Pontos.  CÂMBIO +0,50% | 6,05/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 1,2% ontem, aos 121.234 pontos, com somente 8 papeis terminando no campo positivo, e abertura por toda a curva de juros.

O principal destaque positivo do pregão foi a Azul (AZUL4, +3,6%), após anunciar que assinou com a Abra, controladora da Gol (GOLL4, +4,3%), um Memorando de Entendimento (MoU) não vinculante para estudar uma fusão (leia aqui o parecer do nosso time). Já o principal destaque negativo foram as ações cíclicas, como Magazine Luiza (MGLU3, -6,8%), Lojas Renner (LREN3, -6,0%), e CVC (CVCB3, -5,6%), pressionadas pela alta dos juros.

Para o pregão de sexta-feira, teremos o dado de produção industrial nos EUA referente ao mês de dezembro, enquanto na Zona do Euro teremos o dado de inflação ao consumidor de dezembro. Pela temporada de resultados internacional do 4T24, teremos SLB.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com abertura em toda extensão da curva. No Brasil, o destaque foi o alto volume ofertado no leilão do Tesouro de títulos prefixados, que, além da alta aceitação, contou com a redução das taxas desses títulos. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,90% (+6,2bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,13% (+11,6bps); DI jan/29 em 15,01% (+17,4bps); DI jan/31 em 14,96% (+24,3bps). Nos EUA, os pedidos semanais de seguro-desemprego totalizaram 217 mil, superando as estimativas do consenso de 210 mil. Além disso, as vendas do varejo cresceram menos do que o esperado pelos investidores (0,4% vs. 0,6% do consenso). Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,23% (-4,0bps), enquanto os de dez anos em 4,61% (-5,0bps).

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal para o PIB – subiu 0,1% em novembro contra outubro, em linha com as expectativas (XP: 0,1%; mercado: 0%). A atividade doméstica desacelerou no final do ano passado, com destaque ao enfraquecimento da produção industrial e das vendas varejistas. Projetamos que a economia brasileira crescerá 2,0% em 2025, após avanço de 3,6% em 2024. Além disso, o presidente Lula sancionou ontem a primeira parte da regulamentação da reforma tributária do consumo (PLP 68/2024). Segundo o Ministério da Fazenda, a projeção para a alíquota modal do IVA – que substituirá cinco tributos do regime atual – é de 28,5%.  

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)