Benjamin Netanyahu sinaliza apoio ao cessar-fogo mesmo antes da reunião do Gabinete de Israel
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Com agências
(Brasília-DF, 17/01/2025). Nesta sexta-feira, 17, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que foi alcançado um acordo para o regresso dos reféns detidos em Gaza, após o seu gabinete ter dito anteriormente que existiam obstáculos de última hora na finalização de um cessar-fogo que interromperia 15 meses de guerra entre Israel e o Hamas.
Netanyahu afirmou que iria convocar o seu gabinete de segurança ainda nesta sexta-feira e mais tarde iria ser reunircom o Governo para aprovar o tão esperado acordo.
A declaração de Netanyahu, feita durante a madrugada, parece abrir caminho para a aprovação do acordo por Israel, que permitirá interromper os combates em Gaza e libertar dezenas de reféns detidos na Faixa de Gaza em troca de prisioneiros palestinianos detidos por Israel.
O acordo irá permitir também que centenas de milhares de palestinianos deslocados regressem ao que resta das suas casas em Gaza.
Veja a íntegra das postagens do perfil do Primeiro Minisro de Israel:
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi informado pela equipe de negociação que acordos foram alcançados para a libertação dos reféns.
O Primeiro-Ministro ordenou que o Gabinete de Segurança seja convocado mais tarde hoje (sexta-feira). O Governo será convocado mais tarde para aprovar o acordo.
O primeiro-ministro Netanyahu expressou seu apreço pela equipe de negociação e por todos aqueles que ajudaram.
A Autoridade do Gabinete do Primeiro-Ministro para Reféns e Desaparecidos atualizou as famílias dos reféns.
O Primeiro-Ministro também instruiu o Coordenador para Reféns e Desaparecidos a coordenar os preparativos para receber os reféns após seu retorno a Israel.
O Estado de Israel está comprometido em atingir todos os objetivos da guerra, incluindo o retorno de todos os nossos reféns, os vivos e os mortos.”
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Netanyahu afirmou ter dado instruções a uma equipe especial para que se preparasse para receber os reféns que regressam de Gaza e informou as suas famílias de que o acordo tinha sido alcançado.
Israel adiou a votação sobre o cessar-fogo na quinta-feira, atribuindo o atraso a um impasse de última hora com o Hamas, enquanto crescentes tensões na coligação do governo de Netanyahu levantaram dúvidas sobre a implementação do acordo, apenas um dia após o presidente dos EUA, Joe Biden, e o principal mediador, o Qatar, anunciarem a sua conclusão.
O gabinete de Netanyahu acusou o Hamas de negar partes do acordo numa tentativa de "obter mais concessões".
Numa conferência de imprensa nessa quinta-feira, o porta-voz do governo de Israel, David Mencer, disse que as novas exigências do Hamas diziam respeito ao destacamento de forças israelitas no corredor de Filadélfia, a estreita faixa de fronteira com o Egito, que as tropas israelitas tomaram em maio.
O Hamas negou as alegações, com Izzat al-Rishq, um alto funcionário do Hamas e disse que o grupo "está comprometido com o acordo de cessar-fogo que foi anunciado pelos mediadores".
O acordo de cessar-fogo atraiu uma resistência feroz dos parceiros da coligação de extrema-direita de Netanyahu, da qual o primeiro-ministro depende para se manter no poder.
Na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, ameaçou abandonar o governo se Israel aprovasse o cessar-fogo.
Não houve qualquer comentário imediato de Ben-Gvir após o último anúncio de Netanyahu.
O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Badr Abdelatty, apelou a Israel e ao Hamas para implementarem um plano de cessar-fogo em Gaza "sem qualquer demora", numa entrevista à The Associated Press.
O Egito tem sido um mediador fundamental entre os dois inimigos durante anos e um dos principais intervenientes nas negociações relacionadas com o cessar-fogo.
( da redação com informações da Euro News e AP. Edição: Política Real)