31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil expectativa de um IBC-Br em estabilidade para os números de novembro

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 16/01/2025)  A Política Real teve acesso ao relatório “Mooning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil o mercado se decepcionou com os números do serviços e aguada os números da prévia do PIB, o IBC-Br de novembro em alguma estabilidade.

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Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,5%), depois de bons resultados no setor financeiro e na expectativa de mais divulgações da temporada do 4T24, como Morgan Stanley, Bank of America e US Bancorp. O mercado continua antecipando a audiência no Senado, que ocorrerá hoje, para confirmação da indicação de Scott Bessent para a Secretaria do Tesouro.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,8%), com resultados fortes no setor de luxo após a divulgação da Richemond. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: 0,1%; HSI: 1,2%), com o levantamento da possibilidade do Banco Central da China (PBOC) reduzir o requerimento de reservas obrigatórias (RRR) antes do feriado do Ano Novo Lunar, que começa dia 28 de janeiro.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou alta de 0,83% na quarta-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de 0,93%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 0,66% no dia.  Os destaques positivos do dia foram VINO11 (+7,0%), VGIP11 (+5,3%) e RBRP11 (+5,0%). Já os principais destaques negativos foram CCME11 (-3,7%), HSAF11 (-2,4%) e SARE11 (-1,9%).

Economia

Nos Estados Unidos, o núcleo do CPI veio abaixo das expectativas em dezembro, encerrando 2024 em 3,2%. A surpresa baixista traduziu-se em queda nas taxas de juros e alta nas bolsas americanas. Na agenda de hoje, haverá a publicação das vendas no varejo de dezembro, índice de preços de importação e os pedidos semanais de seguro desemprego. Vale destacar a forte alta do petróleo na sessão de ontem, que fechou em US$ 82/barril, mesmo com o anúncio de cessar-fogo em Gaza – pesou sobre a cotação o anúncio de estoques baixos nos Estados Unidos e revisão altista nas projeções para a demanda global pela Opep+.

IBOVESPA +2,8% | 122.650 Pontos.    CÂMBIO –0,4% | 6,02/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 2,8% ontem, aos 122.650 pontos, apresentando a sua maior alta diária desde maio de 2023 e com 86 dos 87 papéis que compõem o índice fechando o dia no campo positivo. O desempenho repercutiu a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos EUA, com seu núcleo vindo abaixo das expectativas do mercado. Com isso, os mercados globais terminaram o dia em alta (S&P 500, +1,8%; Nasdaq, +2,5%) e os rendimentos das Treasuries apresentaram fechamento. Como resultado, os ativos domésticos tiveram um dia de alívio, com a curva de juros fechando em toda a sua extensão e o dólar finalizando o pregão a R$ 6,02 (-0,4%).

Os principais destaques positivos do dia na Bolsa brasileira foram os papéis mais sensíveis aos juros como Hapvida, Vamos e YDUQS (HAPV3, +10,5%; VAMO3, +9,4%: YDUQ3, +8,4%). Por outro lado, o único papel que fechou o dia no campo negativo foi Marfrig (MRFG3, -1,8%), repercutindo a queda do dólar.

Nesta quinta-feira, os destaques da agenda econômica serão os dados de atividade na China, como o PIB do 4º trimestre de 2024 e as vendas do varejo de dezembro. No Brasil, teremos o índice de atividade econômica IBC-Br referente a novembro. Pela temporada internacional de resultados, teremos Bank of America, Morgan Stanley, TSMC, UnitedHealth e US Bancorp.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com fechamento em toda extensão da curva. No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) apresentou recuo de 0,9%, sinalizando possível desaceleração da economia (e, consequentemente, da inflação). Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,82% (- 9,7bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15% (- 20,9bps); DI jan/29 em 14,83% (- 33,2bps); DI jan/31 em 14,72% (- 33,3bps).

Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,27% (-10,0bps), enquanto os de dez anos em 4,66% (-12,0bps).

No Brasil, o setor de serviços surpreendeu negativamente em novembro, mas em linha com nosso cenário de desaceleração gradual da atividade econômica – trata-se de mais um indicador do 4T24 que indica moderação na margem. Na agenda de hoje, destaque para o IBC-Br de novembro, para o qual o mercado espera virtual estabilidade na margem – o índice é uma proxy mensal do PIB divulgada pelo Banco Central.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)