DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil haverá divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e do IBC-Br
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(Brasília-DF, 13/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e do IBC-Br, considerado uma prévia mensal do PIB.
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Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,2%), com redução nas expectativas de cortes de juros em 2025 após dados de emprego mais fortes que o esperado. O anúncio de novas sanções pelos EUA ao petróleo russo provoca alta nos preços do Brent, que ultrapassam os US$ 80 por barril.
As bolsas globais também enfrentam dia de queda após abertura da curva de juros americana e alta do dólar. Na Europa, as bolsas operam negativas (Stoxx 600: -0,8%), puxadas para baixo por tecnologia. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,3%; HSI: -1,0%), com temores relacionados a tarifas renovados após dados de exportações excederem expectativas.
Economia
Nos Estados Unidos, o principal relatório de mercado de trabalho (Nonfarm Payroll) apontou para criação de 256 mil empregos em dezembro, acima das projeções. A taxa de desemprego recuou de 4,2% em novembro para 4,1% em dezembro, levemente abaixo das estimativas. Os dados recentes reforçaram o quadro de solidez do mercado de trabalho americano. Na China, a balança comercial alcançou US$ 992,16 bilhões em 2024, com avanço de 5,9% nas exportações e de 1,1% nas importações. Os possíveis aumentos das tarifas de importação pelos Estados Unidos são um desafio para este ano.
No calendário internacional da semana, destaque para a divulgação da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), das vendas no varejo e da produção industrial nos Estados Unidos. Na China, atenções voltadas ao conjunto de indicadores de atividade referentes ao 4º trimestre de 2024.
IBOVESPA -0,77% | 118.856 Pontos. CÂMBIO+0,99% | 6,10/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta na semana passada, de 0,3% em reais e 1,6% em dólares, aos 118.856 pontos. A semana ainda foi marcada por uma baixa liquidez, com os mercados nos EUA fechados na quinta-feira em honra ao funeral do ex-presidente Jimmy Carter. Com isso, a Bolsa brasileira registrou um ADTV de R$ 18,3 bi até a quinta-feira, aproximadamente 20% abaixo do ADTV de R$ 23,7 bi registrado em 2024.
A Brava (BRAV3, +7,4%) ficou entre as maiores altas, em meio a perspectivas positivas para o papel devido ao início da produção em Atlanta e Papa-terra.
Já a CSN (CSNA3, -5,8%) teve queda, após um banco de investimentos cortar a recomendação em relação ao setor de aço brasileiro, citando o cenário macroeconômico atual como desafiador.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com movimentos mistos na parte curta, e abertura nas partes intermediárias e longas da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2035 e 2026 saiu de -42,00 bps pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -12,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real tiveram alta, com os rendimentos das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação), com vencimento em 2030, se consolidando em patamares próximos a 7,76% a.a. (ante 7,71 % a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 15,1% (+3,5bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 15,47% (-3,5bps); DI jan/29 em 15,4% (+8bps); DI jan/31 em 15,23% (+20bps); DI jan/34 em 14,97% (+33bps), e o dólar terminou em R$ 6,10/US$ (-1,22%).
No Brasil, o IPCA encerrou 2024 com alta de 4,8%, superando o topo da banda de tolerância que contém a meta de inflação (4,5%). Como consequência, o presidente do Banco Central apresentou uma carta aberta ao Ministro da Economia justificando os motivos para o não atingimento da meta. Segundo o documento, o principal motor foi a depreciação cambial, causa principalmente por fatores domésticos. A robustez da atividade econômica e eventos climáticos também foram citados.
No Brasil, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e do IBC-Br, considerado uma prévia mensal do PIB.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)