31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil atenção para a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC)

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 09/01/2025)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP{ Investimentos apontando que os mercados globais estão em parcial, mas na China está em queda e na Europa em alta. No Brasil atenção para a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC.

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Na quinta-feira, os mercados nos Estados Unidos permanecerão fechados devido ao luto nacional em honra a Jimmy Carter, ex-presidente americano que morreu no domingo.

Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,3%; HSI: -0,2%). Enquanto isso, na Europa as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%)

Economia

O banco central dos EUA (Fed) divulgou ontem a ata da última reunião de política monetária, realizada em 17-18 de dezembro. Na ocasião, a autoridade reduziu sua taxa de juros de referência em 0,25 p.p., para o intervalo entre 4,25% e 4,50%. O documento destacou a necessidade de uma abordagem cautelosa nos próximos trimestres. A atividade econômica vem crescendo com solidez, e o consumo teve desempenho acima do esperado recentemente. Ademais, as condições do mercado de trabalho mostram sinais de desaceleração suave, e existem incertezas sobre a continuidade do processo de desinflação. Nosso cenário prevê dois cortes adicionais de 0,25 p.p. no primeiro semestre de 2025, com a taxa terminal em 3,75%-4,00%. Há riscos crescentes, no entanto, de o Fed optar por deixar os juros estáveis ao longo deste ano.

Na China, o índice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável entre novembro e dezembro, em linha com as expectativas. Com isso, a inflação encerrou 2024 em apenas 0,1%. Além disso, os preços ao atacado recuaram pelo 27º mês consecutivo. O índice de preços ao produtor (PPI) declinou 0,1% em dezembro e 2,3% em 2024. Esses resultados alimentam preocupações com deflação na economia chinesa. 

IBOVESPA -1,3% | 119.625 Pontos.  CÂMBIO +0,1% | 6,11/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 1,3% ontem, aos 119.625 pontos, quebrando uma sequência de dois dias consecutivos de alta, e com 77 dos 87 papéis do índice terminando o pregão no campo negativo. O desempenho repercutiu um dia negativo para as mineradoras como CSN, Usiminas e Vale (CSNA3, -7,2%; USIM5, -3,9%, VALE3, -1,0%), que sofreram com uma queda do preço do minério de ferro (-1,0%), e o contínuo pessimismo dos investidores com as perspectivas fiscais domésticas, o que impulsionou uma abertura das pontas longas da curva de juros.

Com isso, os papéis mais cíclicos como Carrefour, Magazine Luíza e MRV (CRFB3, -12,2%; MGLU3, -6,5%; MRVE3, -5,4%) foram os destaques negativos do dia. Já o Pão de Açucar subiu (PCAR3, +1,1%), em movimento técnico.

Para o pregão de quinta-feira, o destaque da agenda econômica será a Pesquisa Mensal do Comércio de novembro no Brasil. No cenário internacional, teremos os dados de vendas do varejo na Zona do Euro, também referentes a novembro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com movimentos mistos ao longo da curva. No Brasil, os investidores viram a possibilidade de o governo propor novas medidas de contenção de despesas aumentar, devido ao Orçamento ainda não ter sido aprovado. O DI jan/26 encerrou em 14,99% (- 1,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,39% (+1,4bps); DI jan/29 em 15,19% (+7,4bps); DI jan/31 em 14,92% (+10,3bps).

Nos EUA, o relatório ADP registrou a abertura de 122 mil de vagas de emprego no setor privado em dezembro (-24 mil m/m), abaixo das expectativas do mercado. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,28% (-2,0bps), enquanto os de dez anos permaneceram estáveis em a 4,67%.

No Brasil, a produção industrial recuou 0,6% em novembro comparado a outubro, em linha com as projeções. A produção de bens de consumo duráveis continuou a ser protagonista, apesar do recuo no mês – a categoria avançou cerca de 11% no acumulado do ano, puxada sobretudo pelo aumento na produção de veículos. Acreditamos que a maioria das categorias manufatureiras registrará crescimento no 4º trimestre, em que pese sinais de desaceleração gradual. Na agenda doméstica desta quinta-feira, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Estimamos recuo moderado nas vendas reais do varejo ampliado em novembro, após dois meses de forte crescimento.  

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)