31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para divulgação da arrecadação federal de novembro de 2024

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 07/01/2025)   A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para divulgação da arrecadação federal de novembro de 2024.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%) em dia sem grandes eventos. Apesar de negada pelo presidente eleito, a notícia do Washington Post de que Trump irá implementar tarifas de forma mais branda que o esperado impulsiona mercados. Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: 0,2%), e na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: 0,7%; HSI: -1,2%). Tencent lidera queda do índice de Hong Kong após ser adicionada em lista de empresas militares chinesas pelo governo americano, e incertezas relacionadas a tarifas para a região seguem elevadas.

Economia

Nos Estados Unidos, Trump negou uma reportagem do Washington Post que afirmou que a equipe do republicano estaria considerando a imposição de tarifas apenas a importações mais críticas ao país e não de forma ampla, como defendida durante a campanha presidencial em 2024. No Canadá, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, renunciou ao cargo.

IBOVESPA +1,26% | 120.022 Pontos.       CÂMBIO -1,13% | 6,11/USD

Ibovespa

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,3%, aos 120.022 pontos, impulsionado por nomes do setor financeiro como Itaú, Santander e Bradesco (ITUB4, +4,5%; SANB11, +2,5%; BBDC4, +2,0%; BBDC3, +1,6%). Além disso, o dia foi de alívio para os ativos domésticos, com fechamento na curva de juros e queda do dólar (-1,1%), após uma notícia afirmar que a intensidade das tarifas que serão aplicadas pelo governo de Donald Trump será menor do que o esperado. Apesar de posteriormente desmentidas por Trump, a notícia contribuiu para uma desvalorização do dólar em relação às principais moedas globais.

Os destaques positivos do dia foram papéis cíclicos como YDUQS, Carrefour e Petz (YDUQ3, +10,3%; CRFB3, 10,0%; PETZ3, +6,5%), repercutindo o fechamento da curva de juros. Já o principal destaque negativo do dia foi Marfrig (MRFG3, -2,6%), pressionada pela queda do dólar.

Para o pregão de terça-feira, teremos, nos EUA, a divulgação do ISM de serviços referente a dezembro e o relatório JOLTS de novembro. Na Zona do Euro, teremos os dados de inflação ao consumidor de dezembro e, no Brasil, o IGP-DI de dezembro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, apesar de o Boletim Focus ter apontado piora nas expectativas de inflação, o mercado reduziu a precificação de risco nos ativos locais. O DI jan/26 encerrou em 14,97% (- 11,4bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,34% (- 16,5bps); DI jan/29 em 15,05% (- 28,5bps); DI jan/31 em 14,75% (- 30,3bps). Nos EUA, os investidores passaram a considerar a possibilidade de tarifas situacionais por parte do governo Trump, afastando temores de aplicações generalizadas. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia estáveis em 4,28%, enquanto os de dez anos subiram a 4,62% (+2,0bps).

No Brasil, as projeções de mercado no boletim Focus apontaram para alta da inflação para 2025, 2026 e 2027 – a movimentação no último foi a mais relevante, com a expectativa subindo de 3,83% para 3,90%. Ademais, a balança comercial brasileira fechou 2024 com superávit de US$ 74,6 bilhões, o segundo maior da série de dados iniciada em 1989.

No calendário internacional, o relatório JOLTS referente a novembro será publicado junto à sondagem ISM do setor de serviços referente a dezembro. No Brasil, destaque para a divulgação da arrecadação federal de novembro.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)