31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação das estatísticas do setor público consolidado nesta manhã

Veja mais

Publicado em
Mercados em queda

(Brasília-DF, 30/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais  estão em queda e no Brasil divulgação de estatísticas do setor público consolidado nesta manhã.

Veja mais:

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%) em semana de poucos catalisadores e liquidez reduzida devido à virada de ano, que se encaminha para fechar bastante positivo. Na Europa, as bolsas também operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), enquanto na China, o índice continental fechou em alta (CSI 300: 0,5%) após sinalizações de possíveis cortes de juros, enquanto Hong Kong registrou queda (HSI: -0,2%.

No exterior, destaque para as leituras finais de PMIs dos Estados Unidos, Europa e China – PMIs são índices advindos de sondagens com gerentes de compras de empresas a respeito das condições econômicas e dos negócios.   

IBOVESPA -0,67% | 120.269 Pontos.    CÂMBIO +0,19% | 6,19/USD

Ibovespa

O Ibovespa terminou a semana passada com uma queda de 1,5%, aos 120.269 pontos. Em uma semana mais curta e com menor liquidez devido ao feriado do Natal, o mercado continuou demonstrando pessimismo com o cenário fiscal do país. Além disso, os dados econômicos, como o IPCA-15 de dezembro e a Pnad de novembro, continuaram evidenciando um mercado de trabalho aquecido e uma inflação pressionada (veja aqui mais detalhes).

Como resultado, a curva de juros abriu de forma significativa, especialmente em seus vértices mais longos, o que pressionou papéis mais sensíveis aos juros como CVC, Magazine Luíza e Vivara (CVCB3, -15,2%; MGLU3, -10,8%; VIVA3, -9,5%), que foram os destaques negativos da semana. Já a Brava (BRAV3, +8,9%) ficou entre os principais destaques positivos após a companhia informar, via fato relevante, que recebeu autorização da ANP para retomar a produção no campo de Papa-Terra (veja aqui o comentário).

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram em forte alta ao longo da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2034 e 2026 saiu de -97,50 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -43,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real tiveram queda, com os rendimentos das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) com vencimento em 2030 se consolidando em patamares próximos a 7,59% a.a. (ante 7,76 % a.a. na semana anterior). Com isso, o DI jan/26 encerrou em 15,44% (49bps no comparativo mensal); DI jan/27 em 15,86% (75bps); DI jan/29 em 15,63% (94,5bps); DI jan/31 em 15,37% (102bps); DI jan/34 em 15% (103bps); e o dólar terminou em R$ 6,20/US$.

Economia

No Brasil, o IPCA-15 de dezembro (prévia da inflação mensal) veio abaixo das expectativas, mas mostrou deterioração nas principais métricas acompanhadas pelo Banco Central para condução da política monetária. Projetamos elevação de 4,9% para o IPCA de 2024. Nossa previsão para 2025, atualmente em 5,2%, tem viés altista. Para mais informações sobre os resultados do IPCA-15 de dezembro, clique aqui.

Segundo a Pnad Contínua, a taxa de desemprego brasileira recuou para 6,1% no trimestre móvel até novembro, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Os salários reais seguem em alta, sustentando a demanda doméstica. Ademais, o relatório do Caged apresentou desaceleração do emprego formal em novembro, embora as admissões e desligamentos continuem em níveis historicamente elevados.   

Na agenda doméstica semanal, as atenções estarão voltadas à divulgação das estatísticas do setor público consolidado nesta manhã. Além disso, a balança comercial de dezembro será publicada na quinta-feira.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)