31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em baixa e no Brasil atenção para divulgação de dados da inflação nesta terça-feira

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 11/03/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda no Brasil atenção a divulgação de dados da inflação nesta terça-feira.

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Nesta segunda-feira, os mercados operam em queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,2%), no aguardo de dados de inflação ao consumidor e ao produtor americano ao longo dessa semana referentes a fevereiro. Na Europa, os mercados apresentam queda nesta manhã (Stoxx 600: -0,5%), com ações de tecnologia liderando a baixa. Na China, os índices fecharam em alta (HSI: 1,4%, CSI 300: 1,3%), após a inflação vir acima do esperado, o que é positivo para o país que luta contra uma deflação.

IBOVESPA -0,99% | 127.071 Ponto.    CÂMBIO +0,95% | 4,98/USD

Depois de uma forte queda de 1,0% na sexta, puxada pelas ações da Petrobras, que caíram 10%, o Ibovespa fechou a semana com retornos negativos de -1,6% em reais e -2,3% em dólares, aos 127.071 pontos.

Lá fora, destaque para dados mistos do mercado de trabalho e falas do presidente do Federal Reserve. Jerome Powell sinalizou que um corte de juros deve acontecer ainda esse ano, mas que o Fed deverá seguir cauteloso.

Além disso, o payroll americano veio em 275 mil vagas criadas em fevereiro, acima dos 200 mil esperados pelo mercado, com leve aumento na taxa de desemprego para 3,9%. No micro, o rali da NVIDIA perdeu fôlego em meio a uma semana turbulenta, levando os índices americanos a fecharem no negativo.

Os destaques positivos da semana foram BRF (BRFS3; +12,3%), que subiu após reportar lucro líquido de R$ 823 milhões no 4T23, o primeiro após 7 trimestres de prejuízo, e IRB (IRBR3; +10,3%), que tem tido sucesso em recuperar a confiança do mercado. Já os destaques negativos foram Casas Bahia (BHIA3; -16,6%), que reverteu os ganhos da semana anterior, e Petrobras (PETR3, -10,3%; PETR4, -10,1%), após divulgar seus resultados, afetados principalmente pela decisão de não distribuir dividendos extraordinários. Clique aqui para conferir nosso Resumo Semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, a curva de juros encerrou em leve queda na ponta curta e em alta nos vértices intermediários e longos. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 89,0 pontos-base na sexta-feira passada para 94,5 pontos nesta semana. A curva, portanto, apresentou aumento de inclinação. Contrariando o movimento das últimas semanas, o mercado local de juros apresentou uma tendência oposta à curva norte-americana (que apresentou queda ao longo de toda a sua estrutura a termo), devido à maior cautela dos investidores à medida que houve piora na percepção de risco fiscal e um noticiário corporativo relevante. DI jan/25 fechou em 9,89% (-5,3bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 9,97% (3,5bps); DI jan/29 em 10,44% (6,3bps); DI jan/33 em 10,79% (6,4bps); DI jan/37 em 10,86% (7,2bps).

Economia

A atenção dos analistas de mercado estará voltada esta semana para os dados de inflação ao consumidor dos EUA e no Brasil, ambos na terça-feira. São indicadores importantes para avaliar os próximos passos da política monetária nos dois países. Importantes indicadores de atividade econômica também estão na agenda brasileira desta semana. A criação formal de empregos (Caged) em janeiro será divulgada na quarta-feira, enquanto as vendas no varejo serão publicadas na quinta-feira e a produção do setor de serviços na sexta-feira.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)