31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem índices relevantes em destaque

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 19/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorrning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não haverá divulgação  de índices relevantes.

Veja mais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -1,1%; Nasdaq 100: -1,5%), após uma semana negativa para os mercados acionários. Na sexta-feira, o S&P 500 encerrou praticamente estável (-0,1%), enquanto o Nasdaq também recuou marginalmente. O movimento refletiu a reação dos investidores a novos comentários do presidente Donald Trump envolvendo a sucessão no Federal Reserve e riscos geopolíticos. Trump afirmou que prefere manter Kevin Hassett no Conselho Econômico Nacional, reduzindo suas chances de assumir o Fed, o que elevou preocupações sobre a independência da autoridade monetária.

Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -1,2%), reagindo às ameaças de Trump de impor tarifas a países europeus caso não apoiem a proposta dos Estados Unidos de adquirir a Groenlândia. Segundo o presidente, oito países europeus poderiam enfrentar tarifas que começam em 10% em fevereiro e sobem para 25% em junho. O setor automotivo e o de luxo lideraram as perdas, enquanto ações de defesa avançaram.

Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: 0,0%; HSI: -1,1%), após a divulgação do PIB do quarto trimestre e dos números de vendas no varejo, investimento urbano e produção industrial de dezembro. Na Ásia, os mercados seguiram o mesmo movimento, refletindo a escalada das tensões envolvendo a Groenlândia e a divulgação de dados econômicos chineses. No Japão, o Nikkei caiu 0,7%, em sua terceira sessão consecutiva de perdas, enquanto os rendimentos dos títulos públicos de longo prazo atingiram os níveis mais altos desde 1999.

IBOVESPA -0,46% | 164.799 Pontos.   CÂMBIO -0,09% | 5,37/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 0,9% em reais e 0,7% em dólares, aos 164.800 pontos.

Vamos (VAMO3, +9,1%) foi o principal destaque positivo da semana, após a divulgação da sua prévia operacional do 4T25.

Na ponta negativa, Smart Fit (SMFT3, -10,6%) teve desempenho inferior, refletindo o aumento da cautela dos investidores em relação às perspectivas de resultados da companhia para 2026.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sexta-feira (16) em alta, impulsionados pela leitura de novembro do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mais forte do que o previsto, o que aumentou as discussões sobre quando e em qual velocidade se dará o início de cortes da Selic. A elevação adicional dos DIs também foi influenciada pelos Treasuries. DI jan/27 em 13,8% (+6bps); DI jan/29 em 13,2% (+12bps); DI jan/31 em 13,5% (+13bps). Nos EUA, os rendimentos dos títulos soberanos americanos reagiram a declarações do presidente Donald Trump de que Kevin Hassett, atual conselheiro econômico da Casa Branca, deve permanecer em seu posto, em vez de substituir Jerome Powell no comando do Federal Reserve (Fed). Hassett seria um nome com maior propensão a aliviar a política monetária. T-note 2y em 3,6% (+4bps); T-note 10y em 4,2% (+5bps); T-bond 30y em 4,8% (+5bps).

IFIX

O IFIX completou a terceira semana consecutiva de alta, avançando 0,52% em um período sem eventos domésticos relevantes diretamente ligados ao setor. Os fundos continuam se beneficiando da expectativa de um ciclo de cortes de juros, combinada a fundamentos sólidos. Entre os segmentos do índice, os FOFs lideraram o desempenho, com ganho de 0,95%. Esses fundos mantêm o maior nível de desconto da classe, sendo negociados próximos a um desvio padrão abaixo da média histórica de VM/VP, reflexo do desempenho mais moderado observado em 2025. Os fundos de tijolo também registraram alta de 0,52%, impulsionados sobretudo pelo segmento de lajes corporativas, que subiu 0,97%, seguido pelos shoppings, com avanço de 0,49%. Já os FIIs logísticos apresentaram uma valorização mais discreta, de 0,36%. Os fundos de papel encerraram a semana com ganho de 0,40%.

Economia

Trump elevou as tensões comerciais ao ameaçar tarifas de até 25% sobre países europeus caso os Estados Unidos não comprem a Groenlândia. Diante disso, a União Europeia passou a preparar retaliações tarifárias e a avaliar o uso do Instrumento Anticoerção. Na China, o PIB cresceu 5% em 2025, em linha com a meta oficial. O resultado veio apesar do menor ritmo em três anos no 4º trimestre e dos entraves ligados às tensões externas, à demanda doméstica fraca e ao setor imobiliário. Por fim, o acordo Mercosul‑UE avançou para a fase final após a assinatura dos instrumentos jurídicos. A implementação agora depende de aprovações legislativas, com possibilidade de entrada em vigor bilateral conforme cada ratificação.

Na agenda internacional desta semana, o destaque será a divulgação do índice de preços PCE (deflator das despesas de consumo), referente a novembro, nos Estados Unidos. Na China, o banco central anunciará as taxas de empréstimos de curto e longo prazo (LPR). No Japão, o Banco Central decidirá sobre a taxa básica de juros. Além disso, índices PMI serão publicados nas principais economias, lembrando que se tratam de sondagens empresariais que captam o pulso da atividade.

No Brasil, não haverá divulgações relevantes. Sem data marcada, os dados de arrecadação federal de dezembro podem ser publicados.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)