DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil semana com destaque para produção industrial na quarta e os resultados fiscais na quinta, ambos relativos a janeiro
Veja os números
(Brasília-DF, 04/03/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem clareza definiaa e no Brasil uma semana em os destaques são a produção industrial na quarta e os resultados fiscais na quinta, ambos relativos a janeiro.
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Mercados globais
Nesta segunda-feira, os mercados operam sem direção definida nos Estados Unidos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,0%). Investidores aguardam dados de emprego e pronunciamentos de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, no Congresso americano ao longo dessa semana, em busca de sinalizações dos próximos passos do banco central americano em relação à política monetária.
Na Europa, os mercados apresentam leve alta nesta manhã (Stoxx 600: 0,1%), no aguardo de sinalizações relacionadas à próxima decisão de juros do Banco Central Europeu. Na China, os índices fecharam sem grandes movimentos (HSI: 0,0%, CSI 300: 0,1%), à espera de um importante evento do Partido Comunista Chinês nessa semana, em que serão anunciados objetivos de crescimento para o ano e próximos passos de política econômica.
Economia
Semana chave para os indicadores do mercado de trabalho dos EUA e, consequentemente, para avaliar os próximos passos da política monetária. O relatório Jolts (abertura de vagas), o indicador de variação no emprego privado da consultoria ADP e a pesquisa ISM do setor de serviços serão todos divulgados durante a semana, antes do relatório oficial do mercado de trabalho na sexta-feira. Outra rodada sólida de indicadores de trabalho, juntamente com os recentes números de inflação relativamente elevados, poderá consolidar a visão de que o Fed não começará a cortar juros nas próximas duas ou três reuniões do seu comitê de política monetária, possivelmente deixando para fazê-lo apenas no segundo semestre.
IBOVESPA +0,12% | 129.180 Pontos. CÂMBIO -0,34% | 4,95/USD
Ibovespa
Na semana, o Ibovespa teve leve queda de 0,2% em reais, mas subiu 0,5% em dólares, fechando aos 129.180 pontos. O preço do minério de ferro continuou a tendência de queda devido a preocupações sobre a atividade econômica na China, afetando negativamente as mineradoras. Por outro lado, o IPCA-15 melhor que o esperado impulsionou papéis mais sensíveis ao juros.
A maior alta da semana foi Casas Bahia (BHIA3, +16,7%), após anunciar que fechou com um grupo de instituições financeiras o alongamento de dívidas no valor de R$ 1,5 bilhão. Clique aqui para conferir nosso Resumo Semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, a curva de juros encerrou em queda ao longo de toda a sua estrutura a termo, com mais intensidade nos vértices intermediários. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 88,2 pontos-base na sexta-feira passada para 91,5 pontos na última semana. A curva, portanto, apresentou um ganho singelo na inclinação.
Os principais acontecimentos da semana foram: (i) IPCA-15 de fevereiro abaixo das estimativas; (ii) nos Estados Unidos, dados da inflação do PCE (Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal) indicando resistência e índice de gerentes de compras (PMI) menor do que as projeções do mercado; e (iii) relatório de política monetária do Federal Reserve (Fed) destacando a “notável” desaceleração da inflação ao consumidor nos últimos meses. DI jan/25 fechou em 9,94% (-7,1bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 9,94% (-8,8bps); DI jan/29 em 10,37% (-9,2bps); DI jan/33 em 10,73% (-8,5bps); DI jan/37 em 10,79% (-9bps).
No Brasil, a discussão sobre a desoneração da folha continua. O mercado estará de olho também para as projeções de inflação de mercado, que podem recuar para 2024. No calendário econômico, os destaques são a produção industrial na quarta e os resultados fiscais na quinta, ambos relativos a janeiro.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)