DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil expectativa para a divulgação do IPCA-15
Veja os números
(Brasília-DF, 26/02/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil o IPCA-15 de fevereiro será publicado amanhã.
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Nesta segunda-feira, os mercados operam em leve queda nos Estados Unidos (S&P 500:-0,1%; Nasdaq 100: -0,1%) no aguardo de semana repleta de dados econômicos, incluindo a divulgação da medida de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), o deflator do índice de consumo pessoal, que irá prover sinais mais claros dos passos da autoridade monetária adiante. No campo político, o ex-presidente Donald Trump derrotou a ex-governadora da Carolina do Sul Nikki Haley nas primárias presidenciais do partido Republicano. A perda em seu estado natal sinaliza que Nikki Haley não deve conseguir uma nomeação caso o julgamento da Suprema Corte decida em favor de manter o nome de Trump nas urnas.
Na Europa, os mercados operam em queda nesta manhã (Stoxx 600: -0,4%), após encerrar a semana anterior na máxima histórica (conforme comentamos no Top 5 Temas Globais). Na China, os índices fecharam o dia em queda (HSI: -0,5%, CSI 300: 1,0%), no aguardo de série de dados econômicos no país.
Economia
Agenda econômica cheia nesta semana, no Brasil e no mundo, com destaque à divulgação de indicadores de atividade e inflação. No exterior, a segunda estimativa do PIB dos Estados Unidos no 4º trimestre será conhecida (4ª-feira). A primeira leitura apresentou crescimento robusto de 3,3% em comparação ao 3º trimestre, em termos dessazonalizados e anualizados. A medida de inflação favorita do Fed – o núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal – referente a janeiro (5ª-feira) e a leitura preliminar da inflação ao consumidor da zona do euro em fevereiro (6ª-feira) também estarão no centro das atenções. Além disso, diversos membros dos comitês de política monetária do Fed e do BCE falarão publicamente, podendo emitir sinais adicionais sobre a trajetória dos juros de referência.
IBOVESPA -0,63% |. 129.419 Pontos CÂMBIO +0,77% | 4,99/USD
Ibovespa
Continuando o desempenho positivo da semana anterior, o Ibovespa teve leves ganhos de 0,5% em reais e 0,3% em dólares, terminando a semana aos 129.419 pontos. Em uma agenda menos movimentada de dados macroeconômicos, o destaque foi o resultado acima do esperado da Nvidia, que impulsionou o S&P 500 para uma nova máxima histórica.
A maior alta da semana foi Carrefour Brasil (CRFB3, +10,6%) após a divulgação de resultados acima das expectativas, e Eztec (EZTC3, +10,2%), sem nenhuma notícia específica afetando a ação. As maiores baixas da semana foram CSN (CSNA3, -6,9%), após uma queda nos preços do minério de ferro em meio a preocupações com a atividade econômica chinesa, e Cosan (CSAN3, -6,3%) explicada pela queda nos preços do gás natural.
Renda Fixa
No comparativo semanal, a curva de juros encerrou perto da estabilidade ao longo de toda a sua estrutura a termo. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2033 saiu de 83,9 pontos-base na sexta-feira passada para 86,5 pontos nesta semana. A curva, portanto, apresentou um ganho singelo na inclinação. Os principais acontecimentos da semana foram: (i) a ata do Federal Reserve com tom hawkish; (ii) incertezas acerca da dinâmica da economia norte-americana; e (iii) perspectivas mais positivas para o cenário fiscal doméstico. DI jan/25 fechou em 10,02% (-2,2bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 10,04% (-0,2bps); DI jan/29 em 10,47% (1,1bps); DI jan/33 em 10,81% (1,8bps); DI jan/37 em 10,88% (3,1bps).
No ambiente doméstico, o IPCA-15 de fevereiro será publicado amanhã, com estimativa de elevação mensal acima de 0,80%, refletindo o aumento do ICMS sobre combustíveis e reajustes nas mensalidades escolares. Ademais, destaque para a publicação das estatísticas do mercado de trabalho referentes a janeiro (5ª-feira) e para os resultados do PIB do 4º trimestre (6ª-feira). Em relação ao último, estimamos ligeira alta de 0,1% ante o 3º trimestre, compatível com expansão de 3,0% em 2023.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)