DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais neutros e no Brasil expectativa para a divulgação da Ata do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 25/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais neutros e no Brasil atenção para divulgação da Ata do Copom nesta quarta-feira.
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Nos Estados Unidos, os futuros permanecem neutros nessa segunda-feira (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), após uma semana turbulenta com sinalizações mais duras do Fed e alta nas Treasuries, e setembro se encaminha para o final com a pior performance mensal para as bolsas neste ano. Os mercados ficam atentos às negociações de orçamento no Congresso americano devido ao risco de um shutdown. As ações de empresas de mídia têm alta devido a avanços nas negociações com os sindicatos de escritores e atores, atualmente em greve.
Na Europa, bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%), refletindo perspectivas negativas para a atividade econômica da região após decisões de juros da semana passada, na média mais duras que o esperado. O economista chefe do Banco Central Europeu declarou que empresas já começaram a absorver pressões de salários e que o mercado de trabalho começa a dar sinais de afrouxamento.
Na China, as bolsas caem fortemente (CSI 300: -0,7%; HSI: -1,8%). A incorporadora Evergrande atrasou negociações de reestruturação da dívida, preocupando investidores.
Economia
O risco das taxas de juros dos EUA permanecerem elevadas durante muito tempo continua a pesar sobre os preços de mercado. O foco estará na política fiscal, à medida que congressistas tentam encontrar uma resolução para um impasse orçamentário antes de 1 de outubro, quando o governo federal deve ficar sem financiamento para as suas operações.
IBOVESPA -0,12% | 116.009 Pontos. CÂMBIO -0,06% | 4,93/USD
Em semana marcada por decisões de política monetária em vários países, o Ibovespa teve queda de 2,3%, aos 116.009 pontos. Além das decisões de juros nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Brasil, mercados também ficaram atentos ao relatório de receitas e despesas do governo brasileiro e ao anúncio de uma proibição temporária de exportação de combustíveis da Rússia, que pressionou o preço do petróleo.
Renda Fixa
A curva de juros futuros encerrou a semana a semana em alta, com exceção dos vencimentos de curto-prazo (que se acomodaram com a decisão e comunicado do Banco Central). O principal direcionador foi a abertura de juros das Treasuries, que reagiram ao comunicado tido como mais hawkish (conservador) pelo Fed, o que afetou negativamente os ativos de risco globais. Com isto, a curva local teve novo ganho de inclinação. No comparativo semanal, DI Jan/24 passou de 12,290% para 12,26%; DI Jan/25 saiu de 10,440% para 10,525%; DI Jan/27 oscilou de 10,345% para 10,50%; DI Jan/31 variou de 11,240% para 11,36%.
No Brasil, a política monetária permanece no centro das atenções. O Banco Central publica na terça-feira ,26, a ata da reunião do Copom da semana passada, e na quinta-feira seu Relatório de Inflação trimestral.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)