31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção pra repercussão da queda da arrecadação anunciada mesmo com o aumento da atividade econômica

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 22/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para queda da arrecadação de agosto que fez o mercado ficar de orelha em pé.

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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nesta sexta-feira (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,4%), em leve recuperação em relação às perdas do dia anterior. A Treasury de 10 anos seguiu avançando na quinta-feira, mas permanece estável no início do pregão de hoje.

Bolsas globais operam mistas. Na China, a bolsas sobem fortemente (CSI 300: 1,8%; HSI: 2,3%), após dados da inflação de Hong Kong mais elevados corroborarem indicadores anteriores de retomada da atividade econômica, e também a expectativa de a China flexibilizar as regras para o investimento estrangeiro nas empresas públicas chinesas. Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), com a perspectiva de juros elevados por um tempo prolongado. O banco central japonês (BOJ) manteve as taxas de juros de curto prazo e de 10 anos inalteradas.

Economia

As taxas dos títulos do tesouro norte-americano atingiram seu valor mais alto em mais de uma década na quinta-feira, refletindo o recente anúncio do Federal Reserve (Fed) de um período prolongado de taxas de juros mais altas, além da expectativa de uma taxa terminal maior.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra surpreendeu e manteve as taxas de juros inalteradas depois de uma leitura mais benigna de inflação, embora tenha mantido aberta a possibilidade de novos ajustes. O Banco do Japão também manteve as taxas de juros inalteradas, reforçando o tom dovish sobre sua política monetária futura, apesar de uma leitura de inflação mais alta que o esperado no mês de agosto. A atividade econômica da zona do Euro continua dando sinais de fraqueza, conforme a última leitura do PMI do HCOB, que mostrou leve alta puxado por serviços, mas permaneceu abaixo da marca de 50 pontos que separa contração de expansão.

IBOVESPA -2,15% | 116.145 Pontos.   CÂMBIO +1,13% | 4,93/USD

Em dia de forte aversão a risco nos mercados globais, o Ibovespa fechou a quinta-feira em queda de 2,1%, aos 116.145 pontos. Mesmo com o corte na Selic, a sinalização de que a política monetária deve continuar restritiva nos Estados Unidos pesou no desempenho de ativos brasileiros. Setores sensíveis a juros, como o de varejo, acumularam as maiores perdas no dia.

Renda Fixa

O mercado de renda fixa foi marcado por um dia de volatilidade, com as taxas das Treasuries, títulos soberanos dos EUA, atingindo as máximas em 15 anos. Por aqui, a curva de juros futuras refletiu a maior aversão a risco do mercado e fechou em alta, ganhando inclinação, após o Copom também ter se mostrado cauteloso com o cenário externo. DI Jan/24 fechou em 12,24% para 12,265%; DI Jan/25 saiu de 10,48% para 10,57%, DI Jan/27 passou de 10,39% para 10,55%, e DI Jan/31 variou de 11,23% para 11,39%.

No Brasil, tivemos a divulgação da arrecadação federal do mês de agosto, que mostrou queda pelo terceiro mês seguido, puxada pela baixa dos preços de commodities, em menor grau, pela desaceleração econômica. Na agenda econômica do dia, o principal destaque é a divulgação do PMI dos Estados Unidos, que deve mostrar estabilidade no indicador composto, com pequena alta nos serviços e manufatura ainda em contração.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)