DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil a temática fiscal volta em destaque após comunicado do Copom divulgado, ontem
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(Brasília-DF, 21/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para a temática fiscal levantada pelo comunicado do Copom de ontem.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em queda nessa quinta-feira (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,7%). Apesar de ter ocorrido manutenção da taxa básica de juros (no patamar de 5,25%-5,50%) no país, a comunicação do Fed foi entendida como hawk, ou seja, mais dura, após sinalização de alta adicional até o fim do ano. Com isso, a curva de juros americana abriu: a treasury de 10 anos alcançou nova máxima em 16 anos, a 4,45%.
Outros mercados globais também reagem negativamente. Na China, a bolsas caíram (CSI 300: -0,9%; HSI: -1,3%) repercutindo o Fed e a própria expectativa local de estímulos do governo chinês. Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -1,0%), também no aguardo da decisão do Banco da Inglaterra, que está dividido entra uma nova alta e uma pausa após dados de inflação mais positivos. Ontem, o banco central suíço surpreendeu o mercado e manteve a taxa de juros inalterada, provocando queda no Franco Suíço. Os bancos da Suécia e da Noruega elevaram suas taxas básicas de juros, sinalizando a possibilidade de novas altas até o final do ano.
IBOVESPA +0,72% | 118.695 Pontos. CÂMBIO +0,16% | 4,88/USD
Ibovespa
Com decisão do Copom no radar dos investidores, o Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta de 0,7%, aos 118.695 pontos. O índice chegou a subir mais durante o dia, mas perdeu força após Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), afirmar que podemos voltar a ver altas nos juros americanos, e que eles podem permanecer em níveis elevados por mais tempo.
Renda Fixa
Em um dia marcado por volatilidade devido às decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, as taxas futuras de juros enceraram mais um dia em alta. Os rendimentos das Treasuries novamente direcionaram a curva local, após o comunicado mais hawkish (conservador) do Fed em relação à possibilidade de novo aumento dos juros americanos. Por aqui, os agentes permanecem no aguardo da Ata do Copom para avaliar o ritmo de cortes da taxa básica de juros brasileira. DI Jan/24 fechou em 12,26%, mesmo nível do ajuste de ontem; DI Jan/25 saiu de 10,485% para 10,53%, DI Jan/27 oscilou de 10,44% para 10,48%; e DI Jan/31 variou de 11,29% para 11,28%.
Economia
No Brasil, Copom reduziu a taxa Selic em 0,50 p.p. para 12,75%, conforme amplamente esperado. A temática fiscal volta ao comunicado da decisão, e o Banco Central mantém indicação de cortes na mesma magnitude para as próximas reuniões. Após as decisões de política monetária ontem, os especialistas da XP comentaram os impactos para a economia e os mercados. Assista aqui e veja todas as análises.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)