DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para reunião do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 20/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para a divulgação da reunião do Copom.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nessa quarta-feira (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,1%), no aguardo da decisão de política monetária do Federal Reserve. O mercado espera manutenção da taxa de juros americana no atual patamar (de 5,25%-5,50%), mas segue atento para sinalizações em relação ao longo prazo. As treasuries de 10 anos voltaram a atingir máxima desde 2007. O preço do barril do petróleo teve uma leve queda em relação à sua máxima recente, mas as preocupações em relação à oferta e ao risco inflacionário seguem.
Na Europa, os mercados operam com ganhos (Stoxx 600: 0,6%). As ações dos setores de varejo lideram a alta, enquanto o setor de óleo e gás tem as maiores perdas no dia, refletindo a queda do preço da commodity no dia. Dados de inflação no Reino Unido vieram abaixo das expectativas, auxiliando a narrativa de desinflação e ajudando a bolsa.
Na China, a bolsas caíram (CSI 300: -0,4%; HSI: -0,6%) após o banco central do país (PBoC) manter as taxas de juros de 1 e 5 anos inalteradas em 3,45% e 4,2%, respectivamente, frustrando expectativa de avanço dos estímulos para a economia local. A atividade econômica chinesa vem mostrando sinais de estabilização no período recente, como reflexo dos estímulos governamentais anunciados gradativamente.
IBOVESPA -0,37% | 117.846 Pontos. CÂMBIO +0,35% | 4,87/USD
Ibovespa
Em dia de cautela nos mercados antes das decisões de política monetária no Brasil e nos EUA, o Ibovespa teve queda de 0,4%, fechando aos 117.846 pontos. As performances positivas de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que subiram 0,2% no dia, impediram um desempenho mais fraco do índice.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros tiveram um dia de forte alta, puxada pelo aumento dos rendimentos das Treasuries, os títulos soberanos dos EUA. Os agentes permanecem cautelosos com a subida das commodities, enquanto aguardam as importantes decisões da política monetária americana e brasileira na “superquarta”. DI Jan/24 ficou em 12,27%, mesmo patamar do ajuste anterior; DI Jan/25 saiu de 10,426% para 10,50%, DI Jan/27 oscilou de 10,34% para 10,45%, e DI Jan/31 variou de 11,19% para 11,30%.
Economia
Na agenda desta quarta-feira, destaque para as decisões de política monetária nos EUA e no Brasil. O banco central americano deve anunciar a manutenção de sua taxa de juros de referência no intervalo entre 5,25% e 5,50%. Por sua vez, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil) deve reduzir a taxa Selic novamente em 0,50 p.p., de 13,25% para 12,75%. Esperamos uma decisão unânime desta vez. A partir das 19h30, os experts da XP se reúnem ao vivo para comentar os impactos das decisões de juros. Assista aqui.
Conforme divulgado ontem, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal do PIB do Brasil – subiu 0,4% em julho ante junho, em linha com a projeção do mercado. Este resultado é compatível com a nossa expectativa de estabilidade do IBC-Br (e do PIB) no 3º trimestre. Em nossa opinião, a atividade doméstica irá desacelerar gradualmente ao longo deste semestre. Projetamos que o PIB do Brasil crescerá 2,8% em 2023.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)