DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, mercado atento a divulgação do IBC-Br de julho
Veja os números
(Brasília-DF, 19/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para a divulgação do IBC-BR de julho.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nessa terça-feira (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%). Uma manutenção da taxa de juros americana no atual patamar (de 5,25%-5,50%) é amplamente esperada. Ontem, o preço do barril do petróleo ultrapassou os 95 dólares. A alta do petróleo é o principal risco de alta para a inflação americana atualmente.
Na Europa, os mercados operam mistos, e o índice pan europeu sobe (Stoxx 600: 0,2%). As ações dos setores de automóveis e serviços financeiros lideram a alta, enquanto o setor de saúde tem as maiores perdas no dia.
Na China, a bolsas tiveram comportamentos mistos. A Bolsa de Shangai apresentou queda (CSI 300: -0,2%), enquanto a de Hong Kong teve alta (HSI: 0,4%) após acordo das incorporadoras Country Garden e Sunac aliviar preocupações relativas à crise no setor imobiliário chinês.
Economia
A estimativa final da inflação de agosto medida pelo IHPC na Zona do Euro foi publicada nesta manhã, registando uma variação anual de 5,2%, abaixo dos 5,3% da estimativa provisória. O núcleo da inflação foi confirmado em 5,3%. Os preços do petróleo Brent atingiram 95 dólares por barril pela primeira vez desde novembro de 2022, refletindo o corte na produção da OPEP+. O recente aumento dos preços globais do petróleo representa um risco altista para o processo de desinflação ao redor do mundo.
Na agenda internacional de hoje, o principal evento será a reunião de política monetária na China. Os analistas esperam que a taxa básica de juros de 1 ano e 5 anos permaneçam estáveis em 3,45% e 4,20%, respectivamente.
IBOVESPA -0,40% | 118.288 Pontos. CÂMBIO -0,33% | 4,85/USD
Ibovespa
À espera de decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, o Ibovespa iniciou a semana com queda de 0,4%, aos 118.288 pontos. Também foram destaque as preocupações acerca do setor imobiliário chinês, que levaram a uma queda do preço do minério de ferro e, consequentemente, a perdas nas ações do setor de mineração e siderurgia.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam o dia com leve viés de alta. Os agentes seguem atentos aos comitês de política monetária da “superquarta“, que devem trazer as decisões do Federal Reserve (Fed), nos EUA, e do Banco Central, no Brasil. Em paralelo, a subida no preço das commodities influenciou as taxas no mercado doméstico. DI Jan/24 passou de 12,275% para 12,28%; DI Jan/25 saiu de 10,42% para 10,455%; DI Jan/27 oscilou de 10,32% para 10,365%; e DI Jan/29 variou de 10,88% para 10,89%.
Na agenda doméstica, o Banco Central divulgará o IBC-BR de julho (proxy do PIB), para o qual esperamos avanço mensal de 0,9% e 1,3% a/a.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)