DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção a divulgação da pesquisa de serviços de julho de 2023 pelo IBGE.
Veja os números
(Brasília-DF, 14/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho pelo IBGE.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta na quinta-feira (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,4%), após dados da inflação ao consumidor (CPI), que vieram levemente acima do consenso, e mirando a inflação ao produtor (PPI), divulgada hoje. A leitura de inflação de ontem não muda as expectativas em relação à reunião de política monetária do Federal Reserve na próxima semana. É amplamente esperado que ocorra uma manutenção do atual patamar de taxa de juros.
Na Europa, os mercados sobem (Stoxx 600: 0,4%) com performances mistas entre os setores. O setor automobilístico lidera as quedas após o otimismo em relação à investigação da União Europeia sobre estímulos a veículos elétricos chineses se tornar temor de retaliação. Do lado positivo, o setores de de óleo e gás e materiais básicos sobem devido à alta de preços de commodities. O mercado ainda se mostra dividido em relação à expectativa para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, atribuindo probabilidade levemente maior para uma nova alta que para manutenção do nível atual de juros.
Na China, a Bolsa de Shangai ficou estável (CSI 300: 0,0%), enquanto a Bolsa de Hong Kong teve leve alta (HSI: 0,2%). O governo chinês anunciou corte nos requerimentos de reservas bancárias, em nova medida de estímulo ao setor bancário. No Japão, as ações do Softbank caíram ligeiramente após a definição do preço do IPO da fabricante de semicondutores Arm, em US$ 51 por ação.
IBOVESPA +0,18% | 118.176 Pontos. CÂMBIO -0,73% | 4,92/USD
O Ibovespa fechou com alta de 0,2%, aos 118.176 pontos, mesmo com papeis de peso relevante como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) registrando queda no dia. O principal impulsionador do índice foi o resultado moderado de inflação nos EUA, que reduziu as expectativas de novos aumentos de juros por parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião da próxima semana.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram o pregão em leve baixa, acompanhando a sessão de alívio das Treasuries, os títulos soberanos dos Estados Unidos. Por lá, a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) reforçou as expectativas do mercado acerca do fim do aumento da taxa de juros, reprecificando os ativos ao redor do mundo. No Brasil, apesar da agenda esvaziada, os dados positivos do IPCA de agosto ainda tiveram algum efeito sobre os vencimentos intermediários, que refletem movimentos esperados em relação à política monetária. DI Jan/24 passou de 12,285% para 12,30%; DI Jan/25 recuou de 10,41% para 10,38%; DI Jan/27 cedeu de 10,29% para 10,245% e DI Jan/31 caiu de 11,14% para 11,11%.
Economia
No Brasil, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho pelo IBGE. A XP espera avanço de 0,3% m/m e 3,2% a/a. Segundo o time político da XP, são crescentes as pressões para que o governo revise a meta de resultado primário de 2024 de zero para deficitária.
Na agenda internacional, teremos a decisão de taxa de juros do Banco Central Europeu, para a qual o mercado está dividido entre alta de 0,25 p.p. ou estabilidade. Nos EUA, destaque para as divulgações do PPI (índice de preços aos produtores) e das vendas no varejo.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)