DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil semana curta no compasso do 7 de Setembro
Veja os números
(Brasília-DF, 04/09/2023). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem sinais claros e no Brasil estão em compasso pois a semana será curta por conta da Semana da Pátria.
Veja mais:
Nos Estados Unidos, os futuros negociam sem direção definida nesta segunda-feira (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,0%), em dia de baixa liquidez devido ao feriado do dia do trabalho nos EUA. Na semana passada, publicamos o Top 5 Temas Globais, confira aqui.
Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: 1,5%; HSI: 2,5%) após o anúncio de novos estímulos para a economia. Foi divulgado que a política de hipotecas será relaxada para apoias o mercado imobiliário. A incorporadora chinesa Country Garden estendeu as datas de pagamentos de bonds onshore para evitar um calote.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,6%) no aguardo de um discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu. O Comissário Europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, declarou que acredita que a União Europeia pode evitar uma recessão.
Economia
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, fala hoje. Os analistas de mercado procurarão sinais se a autoridade monetária vai continuar a aumentar as taxas de juros, num contexto de actividade econômica fraca, mas ainda com resultados de inflação elevados.
IBOVESPA +1,86% | 117.893 Pontos. CÂMBIO -0,10% | 4,94/USD
Na última sexta-feira, o o Ibovespa terminou em alta de 1,9%, acumulando ganhos de 1,8% na semana.
A semana positiva foi movimentada por fatores globais e domésticos. No campo externo, os acontecimentos que mais impactaram os ativos brasileiros foram o anúncio de novos estímulos econômicos na China, a divulgação de um mercado de trabalho mais desaquecido nos EUA, assim como uma confiança menor por parte do consumidor.
No Brasil, houve a divulgação de dados positivos sobre crédito por parte do Banco Central, a aprovação da Lei Orçamentária para 2024 e a divulgação de um crescimento de 0,9% do PIB no segundo trimestre de 2023.
Renda Fixa
Na semana, a curva de juros futuros apresentou elevação dos vértices intermediários, enquanto os curtos e longos permaneceram próximos à estabilidade. Impulsionaram o miolo da curva (i) a divulgação do PIB em nível acima do esperado pelo mercado; (ii) reprecificação da expectativa de ritmo de cortes da Selic; e (iii) elevação nos rendimentos das Treasuries. No comparativo semanal, DI Jan/24 passou de 12,414% para 12,385%; DI Jan/25 saiu de 10,513% para 10,575%; DI Jan/27 passou de 10,235% para 10,355%; e DI Jan/31 subiu de 11,026% para 11,08%.
Publicado na última sexta-feira, o PIB brasileiro cresceu 0,9% no segundo trimestre, frente ao primeiro. O resultado foi muito acima da nossa expectativa e do consenso de mercado (0,5% e 0,3%, respectivamente). O indicador cresceu 3,4% na comparação anual (XP: 2,8%; mercado: 2,7%), levando a um crescimento de 3,2% no acumulado de 12 meses. As aberturas do PIB confirmaram a resiliência da demanda interna, especialmente no setor de serviços. A nossa projeção para o crescimento do PIB em 2023, hoje em 2,2%, deverá migrar para próximo de 3,0%.
O calendário de dados econômicos está leve esta semana. Na China, a pesquisa PMI Composita (serviços e manufaturas) de agosto será divulgada nesta noite, enquanto os números da inflação serão publicados na sexta-feira. Estes são indicadores importantes para avaliar se a recuperação econômica da China continua fraca. No Brasil, o destaque é a produção industrial de julho, na terça-feira.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)