31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil a chegada da proposta Orçamentária para 2024 chama atenção

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Mercados com sinais mistos

 

(Brasília-DF, 31/08/2023).  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão com sinais mistos e no Brasil, o governo central mostrou déficit de R$ 35,9 bilhões, acima das expectativas de mercado e expectativa da chegada da proposta de Lei Orçamentária para 2024.

 

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Nos Estados Unidos, os futuros negociam mistos na quinta-feira (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), após uma sequência positiva para as bolsas americanas por conta de dados de emprego mais fracos, que ajudam o Federal Reserve (Fed) em sua tarefa de normalizar a economia. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços do deflator de consumo pessoal (PCE).

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,6%; CSI 300: -0,6%) após a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI) de manufaturas, que continua em território de contratação. Uma nova pesquisa divulgada hoje indica perspectivas melhores para os gastos do consumidor, mas segue apontando piora no mercado imobiliário.

Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,3%) após a divulgação do balanço do UBS ter vindo com surpresas positivas, excedendo projeções de lucro para o trimestre. A ação sobe 4% nas negociações pré mercado. Dados preliminares indicaram que a inflação da Zona do Euro veio mais alta que o esperado em agosto.

Economia

Os dados de emprego privado da ADP e a revisão do PIB do segundo trimestre mostraram uma economia em desaceleração gradual nos Estados Unidos. Na China, os dados do PMI oficial indicam leve melhora na margem, especialmente para a manufatura, e mostram que a economia continua crescendo, embora provavelmente a um ritmo mais lento. Na Zona do euro, o índice de inflação harmonizado cheio veio acima das expectativas, mas o núcleo da medida, que retira os componentes mais voláteis, continuou a mostrar um processo de desinflação lento, em linha com o esperado.

IBOVESPA -0,73% | 117.535 Pontos.  CÂMBIO +0,31% | 4,87/USD

Quebrando o ritmo do início da semana, o Ibovespa teve queda de 0,7%, fechando o pregão em 117.535 pontos. Os investidores ficaram atentos à entrega do Orçamento de 2024 pelo governo, impactando principalmente o setor de bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), que caíram 1,9% e 2,1%, respectivamente. Além disso, destaque para a CVC (CVCB3), que teve valorização de 17%, impulsionada pela crise da 123milhas.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam em alta, revertendo a tendência do último pregão. O cenário de aversão ao risco se explica pela recomposição dos prêmios de risco fiscal após um déficit primário maior do que o previsto nas contas do governo em julho, aumentando as dúvidas sobre a capacidade do Executivo de cumprir a meta de zerar o déficit já no ano que vem. DI Jan/24 oscilou de 12,385% para 12,38%; DI Jan/25 passou de 10,46% para 10,495%; DI Jan/26 subiu de 9,985% para 10,06%; e DI Jan/27 avançou de 10,115% para 10,215%.

No Brasil, o governo central mostrou déficit de R$ 35,9 bilhões, acima das expectativas de mercado, e o acumulado em 12 meses chegou a 0,9% do PIB, próximo da meta estabelecida informalmente pelo governo neste ano.

O Senado Federal aprovou o reestabelecimento do voto de qualidade pró-governo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), medida que pode gerar receitas adicionais para o governo no próximo ano. No calendário de hoje, os destaques são a divulgação do deflator do consumo pessoal (PCE deflator), medida de inflação considerada a preferida do Fed, que pode dar maiores sinais sobre os próximos passos de política monetária, e a apresentação do projeto de lei orçamentária de 2024 no Brasil, que deve incluir um conjunto de medidas com potencial de arrecadação de R$ 168 bilhões para chegar ao déficit zero. Outros indicadores importantes serão, nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego e, no Brasil, o resultado primário do setor público e a taxa de desemprego da Pnad contínua.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)