DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para o IGP-10 de junho e o IBC-Br
Veja os números
(Brasília-DF, 16/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção para o IGP-10 de junho e o IBC-Br.
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Os mercados iniciaram o dia com uma leve tendência positiva. Os futuros americanos do S&P 500 estão estáveis, enquanto o Nasdaq registra um aumento de 0,1%, aguardando os dados de confiança do consumidor nos Estados Unidos. O índice S&P 500 está prestes a completar a quinta semana consecutiva de ganhos, algo que não ocorria desde novembro de 2021, mesmo após as declarações mais firmes de Jerome Powell indicando a possibilidade de futuros aumentos de juros.
Na Europa, as principais bolsas estão em alta, com o índice Stoxx 600 apresentando um aumento de 0,4%. Essa tendência é reflexo da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) de elevar a taxa de juros em 25 pontos-base, para 3,5%. Além disso, o índice de inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro desacelerou para 6,1% em maio, em comparação com 7% em abril, em linha com as estimativas do consenso.
Na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão em alta, com o Nikkei e o CSI 300 registrando ganhos de 0,7% e 1,0%, respectivamente. No Japão, o banco central decidiu manter sua taxa de juros em níveis acomodatícios de -0,1%. A entidade monetária comunicou que manterá essa postura de forma paciente e não hesitará em adotar medidas adicionais, se necessário.
Taxas de juros na Europa
O Banco Central Europeu (BCE) aumentou suas três taxas de juros de referência em 0,25 pontos percentuais, em conformidade com as expectativas do mercado. Durante o atual ciclo de aperto monetário, o banco central já elevou as taxas em um total de 4 pontos percentuais, alcançando os níveis mais altos dos últimos 22 anos.
As projeções para o núcleo da inflação da zona do euro nos próximos três anos foram revisadas significativamente para cima, enquanto as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foram ligeiramente revisadas para baixo. A comunicação do BCE, incluindo as declarações da Presidente Christine Lagarde, indica que são necessários aumentos adicionais das taxas de juros. Portanto, a equipe de economia da XP mantém a perspectiva de que o banco central elevará suas taxas de referência em mais 0,50 ponto percentual antes de encerrar o atual ciclo de aperto.
IBOVESPA +0.13% | 119.221 Pontos CÂMBIO -0,04% | 4,80/USD
A semana chega ao fim com a divulgação de indicadores relevantes tanto no Brasil quanto no exterior. Na agenda doméstica, os principais pontos de atenção serão o IGP-10 de junho e o IBC-Br, que é uma proxy mensal do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pelo Banco Central, referente ao mês de abril. Nos Estados Unidos, destaca-se a divulgação da sondagem do consumidor da Universidade de Michigan para o mês de junho, que traz informações sobre o índice de sentimento econômico e as expectativas de inflação para um e cinco a dez anos.
Setor de serviços no Brasil
No Brasil, as receitas reais do setor de serviços apresentaram uma queda de 1,6% em abril em relação a março, ficando abaixo das expectativas de estabilidade no período. Esse resultado interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de ganhos na comparação mensal. Quatro das cinco categorias de serviços registraram queda em relação ao mês anterior. Com base nisso, a equipe de economia da XP projeta uma desaceleração gradual do setor de serviços este ano, refletindo a dissipação do impulso pós-pandemia, o enfraquecimento da demanda industrial e a estabilização do mercado de trabalho.
Mercado no Brasil ontem
No pregão de ontem (15), o índice Ibovespa registrou alta de 0,13%, alcançando 119.221 pontos. No mesmo dia, o dólar apresentou desvalorização em relação ao real, caindo 0,09% e sendo cotado a R$ 4,80.
As taxas futuras de juros fecharam de forma mista, à medida que os agentes econômicos equilibraram o otimismo do pregão anterior. Os vértices mais curtos da curva tiveram uma queda, após a Petrobras reduzir novamente os preços da gasolina, o que gerou expectativas de uma inflação mais moderada este ano. Por outro lado, nos vértices intermediários e nas taxas mais longas, houve uma elevação devido a movimentos técnicos, como o rebalanceamento de fundos. O DI jan/24 caiu de 13,04% para 13,025%; o DI jan/25 subiu de 11,125% para 11,145%; o DI jan/26 avançou de 10,525% para 10,555%; e o DI jan/27 passou de 10,615% para 10,62%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)