31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil a agenda está esvaziada e atenção no BCE europeu e produção industrial nos EUA

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 15/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil com agenda esvaziada atenção para o BCE europeu e a produção industrial nos EUA.

 

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Conforme amplamente antecipado pelos agentes do mercado, o comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos (FOMC) manteve a taxa de juros de referência estável pela primeira vez desde janeiro de 2022, com o limite superior em 5,25%. Na coletiva de imprensa, o presidente Powell reforçou a postura agressiva do FOMC ao enfatizar que “quase todos os participantes acreditam que será necessário apertos adicionais”. A pausa na alta dos juros ocorreu porque, embora o núcleo da inflação permaneça desconfortavelmente acima da meta (4,7%), houve melhorias na margem nos últimos meses. Os mercados estão precificando atualmente cerca de 80% de probabilidade de um aumento adicional de 0,25 nas taxas na reunião de julho ou setembro. No entanto, nosso time de Economia da XP acredita que isso pode não se concretizar. Na opinião do time, o atual estado da economia dos EUA “ainda quente, embora esfriando” é consistente com a visão de que as taxas de juros terão de permanecer restritivas por um tempo, embora não altas adicionais não devem ser necessárias.

Mercados globais

Os mercados amanhecem em queda, com os futuros americanos S&P 500 e Nasdaq caindo 0,3% e 0,7%, respectivamente, após o Federal Reserve (Fed) optar por manter a taxa de juros inalterada, mas deixando a porta aberta para mais aumentos no futuro. Hoje, os investidores estarão atentos aos últimos dados de pedidos de auxílio-desemprego, produção industrial e vendas no varejo nos Estados Unidos.

Na Europa, as principais Bolsas europeias, estão em baixa, aguardando a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), que é esperado elevar a taxa em 25 pontos-base, para 3,5%, alcançando o nível mais alto em 22 anos.

Já na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão sem uma direção clara. Os mercados vinculados à China registraram ganhos com o novo corte de juros realizado pelo Banco Central Chinês, adotando uma postura oposta à do Fed. A autoridade monetária reduziu a taxa de empréstimos de um ano de 2,75% para 2,65%, sendo a primeira redução desde agosto. Dados recentes indicam que a recuperação da China está estagnada, à medida que a demanda doméstica e global diminui. Na quinta-feira, foram divulgados dados mostrando que a produção industrial e as vendas no varejo cresceram abaixo das expectativas do mercado.

 

IBOVESPA +1,99% | 119.069 Pontos. CÂMBIO -1,19% | 4,80/USD

Mercados amanhecem em queda, repercutindo a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros americanos no patamar atual, porém dando sinais de que novos aumentos podem acontecer ainda esse ano.

Em dia de agenda doméstica esvaziada, as atenções estarão voltadas para a divulgação da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), além dos dados de vendas no varejo e produção industrial nos EUA.

Melhora no rating do Brasil

A agência internacional de rating S&P revisou a perspectiva da nota de crédito BB- do Brasil de estável para positiva, o que não acontecia desde 2019. A agência diz que a perspectiva reflete uma certeza maior de que uma política monetária e fiscal estável possa beneficiar as perspectivas ainda baixas de PIB do Brasil. Conforme apurou o time de estratégia macro da XP, das 7 vezes em que a S&P colocou viés altista ao rating brasileiro, em 6 o rating realmente foi elevado. A exceção foi exatamente na mais recente, em dezembro de 2019. Ativos brasileiros responderam positivamente ao anúncio.

Mercado no Brasil ontem

O Ibovespa fechou o dia de ontem em alta de 2,0% aos 119.069 pontos, seu maior nível desde outubro de 2022, após a S&P Global revisar sua perspectiva para a nota do Brasil. O dólar, por sua vez, fechou o dia em queda de 1,1% em R$ 4,80.

As taxas futuras de juros fecharam em baixa, especialmente os vértices mais longos da curva. Apesar da decisão de política monetária do Federal Reserve, a tendência baixista para as taxas se manteve, com a interpretação de que o Fed não deve ter influência mais forte sobre a trajetória da taxa básica brasileira. Somando-se a isso, no final do pregão, a melhora na perspectiva do rating do Brasil pela S&P contribuiu para o recuo das taxas futuras. DI jan/24 foi de 13,065% para 13,015%; DI jan/25 passou de 11,165% para 11,075%; DI jan/26 caiu de 10,58% para 10,465%; e DI jan/27 foi de 10,66% para 10,530%.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)