DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil expectativa para o futuro do marco fiscal no Senado e a reforma tributária na Câmara
Veja os números
(Brasília-DF, 13/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorming Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil ainda sem índices a serem divulgados mostra o mercado de olho no futuro breve do novo marco fiscal no Senado e a reforma tributária.
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Os mercados aguardam os dados de inflação referentes a maio nos EUA, medido pelo CPI. O consenso do mercado e as estimativas do time de economia da XP apontam para uma variação mensal de 0,1%, o que reduziria a variação anual de 4,9% para 4,1%. A queda deve ser impulsionada principalmente pela redução dos preços de gasolina. A expectativa é de que a inflação permaneça bem acima da meta de 2%. O CPI de maio será o último dado importante a ser divulgado antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), a ser anunciada na tarde de quarta-feira (14). Os mercados esperam que o banco central americano vote a favor da manutenção dos juros de referência pela primeira vez desde janeiro de 2022. No entanto, é provável que essa seja uma pausa acompanhada por uma comunicação agressiva, mantendo as portas abertas para a possibilidade de aumentos adicionais à frente. Os dados de inflação que serão divulgados em breve ainda podem influenciar o tom da comunicação pós-reunião e as próximas decisões.
Mercados globais
Os mercados iniciaram a sessão com uma leve alta, com os futuros americanos S&P 500 e Nasdaq subindo 0,1% e 0,3%, respectivamente. Na Europa, as principais bolsas têm uma alta moderada, seguindo a tendência dos futuros de Nova York. Mais cedo, foi divulgado que a inflação anual ao consumidor na Alemanha desacelerou de 7,2% em abril para 6,1% em maio, e a taxa mensal registrou uma deflação de 0,1% na margem. Houve uma surpresa positiva com a melhora do índice alemão ZEW de expectativas econômicas. No Reino Unido, os juros de curto prazo estão apresentando um forte aumento em resposta ao crescimento anual de 7,2% no salário semanal médio do trimestre encerrado em abril, superando os 6,6% do trimestre anterior e as projeções. A taxa de desemprego também caiu para 3,8%.
Na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão em alta após o Banco Central da China surpreender ao injetar liquidez no sistema financeiro, com um corte de 10 pontos-base na taxa de recompra reversa de sete dias, fixando-a em 1,9%. Essa foi a primeira medida desse tipo desde agosto e aumentou a especulação sobre um possível corte nas taxas de longo prazo no futuro.
IBOVESPA +0.27% | 117.336 Pontos. CÂMBIO -0,18% | 4,87/USD
Mercados amanhecem em alta, aguardando a divulgação hoje (13) do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos do mês de maio.
No Brasil, em dia de agenda esvaziada, o mercado segue acompanhando o andamento de pautas importantes, como a reforma tributária e o arcabouço fiscal, no Congresso.
Mercado no Brasil ontem
O Ibovespa fechou ontem em leve alta de 0,27% – pelo sétimo pregão consecutivo – aos 117.336 pontos. O índice acumula valorização em todas as sessões do mês de junho e opera em bull market – a pontuação alcançada na segunda-feira (12) é quase 21% maior que a mínima do ano, de 96.997 pontos, registrada no último dia 23 de março. O dólar, por sua vez, fechou o dia em R$ 4,86, após queda de 0,2%.
As taxas futuras de juros fecharam em queda com o Boletim Focus e as declarações do Presidente do Bacen no radar dos investidores. O movimento é uma continuidade da tendência baixista que já dura algumas semanas, desde que dados de inflação começaram a surpreender para baixo e a expectativa de corte da taxa Selic em agosto aumentou. Enquanto o Boletim Focus ajudou a consolidar as expectativas de que o Banco Central deve iniciar o corte de juros já na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), Roberto Campos Neto apontou que houve surpresas positivas tanto com a inflação quanto com a atividade. Além disso, o dirigente enfatizou que as expectativas de inflação estão caindo e as taxas longas estão em trajetória de recuo. DI jan/24 foi de 13,025% para 12,995%; DI jan/25 passou de 11,07% para 11,055%; DI jan/26 oscilou de 10,46% para 10,455%; e DI jan/27 foi de 10,495% para 10,535%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)