SEMANA BOA: Ibovespa com mais de 117 mil pontos, dólar ficou em R$ 4,876 e XP estima o PIB já em 2,2%
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Da Redação com XP Investimentos
(Brasília-DF, 09/06/2023) Na quarta-feira, 07, o Ibovespa tinha fechado com mais de 115 pontos e o dólar tinha ficado, mesmo em alta em que R$ 4,92, pois no apagar de luzes da semana, depois do feriado de Corpus Christi, os números ainda foram mais destacados. O Ibovespa encerra em alta de 4,0% aos 117.019 pontos. A cotação do dólar ficou em R$ 4,876 e atingiu o menor valor em doze meses.
Quando chegou a 115 mil pontos já era o maior patamar desde novembro de 2022, quando terminou as eleições nacionais. Como destaque da semana, Gol (GOLL4) subiu mais de 15%, após o Citibank elevar sua recomendação do papel, acreditando que a demanda por passagens aéreas segue em crescimento. Em contrapartida, Suzano (SUZB3) caiu cerca de 3% com receio do mercado em relação aos preços e demanda de celulose.
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A semana no Brasil foi marcada por importantes dados econômicos e anúncios na parte política. Na economia, o IPCA de maio registrou um aumento de 0,23% em relação ao mês anterior, ficando abaixo do consenso. Em uma perspectiva de doze meses, o IPCA recuou para 3,94% em maio, em comparação com os 4,18% registrados em abril. Esses números corroboram com a visão de que o Banco Central iniciará um ciclo gradual de redução das taxas de juros a partir de agosto.
As taxas futuras de juros fecharam mais uma semana em queda, ao longo de toda a estrutura a termo. Nos vértices curtos e intermediários, houve descompressão das taxas em resposta ao IPCA abaixo do consenso do mercado, que consolidou as expectativas de que o Banco Central inicie o ciclo de flexibilização monetária em agosto. O mesmo movimento ocorreu na ponta mais longa da curva, mesmo após o aumento inesperado de juros pelo Banco Central do Canadá, com uma visão mais otimista dos investidores sobre um cenário fiscal mais distante de um descontrole, dado o avanço na tramitação do arcabouço.
O time de macroeconomia da XP divulgou seu relatório macro mensal de junho na última quarta-feira (7). Destaque para a revisão para o crescimento do PIB brasileiro de 2023, de 1,4% para 2,2%, após surpresa altista na divulgação dos dados do 1º trimestre na semana passada, enquanto a variação esperada para 2024 ficou estável em 1,0%. O relatório manteve as previsões de inflação para 2023 e 2024 (5,4% e 4,7%), bem como de taxa de câmbio (R$5,00 e R$5,15) e Selic (12,0% e 11,0%).
Na política, o relatório da Reforma Tributária foi apresentado – abordando uma série de alterações nos impostos cobrados atualmente – e a expectativa é de que seja votado já no início de julho. O governo federal também anunciou o programa de incentivo à indústria automotiva – com subsídios para redução nos preços de automóveis, caminhões, vans e ônibus – e assinou a medida provisória que cria o programa “Desenrola”, que visa renegociar as dívidas de famílias com rendimentos de até dois salários-mínimos.
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram de 233 mil para 261 mil. Essa tendência pode indicar que a desaceleração econômica está começando a afetar o mercado de trabalho.
Esses resultados estão alinhados com a perspectiva da XP de que o Federal Reserve não realizará mais aumentos nas taxas de juros neste ano. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços do país subiu de 53,6 em abril para 54,9 em maio, um pouco abaixo das estimativas. Esse foi o quarto aumento mensal consecutivo, com o ritmo de expansão acelerando para o nível mais acentuado desde abril de 2022. Já o PMI composto, que inclui serviços e indústria, registrou 54,3 em maio, ante 53,4 em abril, sinalizando a expansão mais rápida da atividade empresarial em pouco mais de um ano.
Ao final, na China, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) apresentou um aumento de 0,2% em maio, enquanto o Índice de Preços ao Produtor (PPI) registrou uma queda de 4,6% em relação ao ano anterior, marcando a queda mais acentuada desde maio de 2016. Em termos de juros, os principais bancos estatais chineses decidiram reduzir as taxas de juros sobre os depósitos, o que pode ser um sinal de um possível corte na taxa básica de juros pelo Banco Central do país. Além disso, os dados da balança comercial chinesa, mostraram que as exportações caíram 7,5%, quando se esperava um crescimento de 1,0%. O dado reforçou as preocupações quanto ao ritmo da recuperação econômica da segunda maior economia do mundo.
( da redação com informações de assessorias. Edição: Genésio Araújo Jr.)