DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil índices de fechamento atenção para direções mistas no juro futuro
Veja os números
(Brasília-DF, 09/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Cll” da XP Investimentos apontando os mercados globais sem direção clara e no Brasil sem índices de fechamento , mas quanto às taxas futuras de juros, houve direções mistas.
Veja mais:
Os futuros americanos amanheceram sem direção definida, com o S&P 500 apresentando uma queda de 0,1% e o Nasdaq estável em 0,0%. Os investidores já estão aguardando a próxima reunião de política monetária do Fed, marcada para o dia 13 de junho.
Na Europa, os mercados amanheceram em território negativo, com o Euro Stoxx 50 apresentando queda de 0,3%. O PIB da Zona do Euro teve uma contração de 0,1% no primeiro trimestre, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com a terceira estimativa dos dados. Além disso, o PIB do quarto trimestre foi revisado para uma queda de 0,1% em vez de estabilidade em relação ao terceiro trimestre de 2022. Esses números indicam uma recessão técnica na Zona do Euro, com queda no PIB em dois trimestres consecutivos.
Na China, os mercados encerraram em alta, com o HSI subindo 0,5% e o CSI 300 avançando 0,4%. Esses movimentos acompanham a alta registrada na Bolsa dos EUA. Em relação aos dados de inflação, o índice de preços ao consumidor (CPI) da China apresentou um aumento de 0,2% em maio, enquanto o índice de preços ao produtor (PPI) registrou uma queda de 4,6% em relação ao ano anterior, marcando a queda mais acentuada desde maio de 2016. Em termos de juros, os principais bancos estatais chineses decidiram reduzir as taxas de juros sobre os depósitos, o que pode ser um sinal de um possível corte na taxa básica de juros pelo Banco Central do país.
Inflação na China
O índice de preços ao consumidor (IPC) na China registrou variação de -0,2% em maio, ficando ligeiramente abaixo das expectativas (-0,1%). Em um período de 12 meses, o IPC apresentou um aumento modesto de apenas 0,2%. Além disso, a inflação também foi negativa no setor atacadista, com o Índice de Preços ao Produtor registrando uma queda de 4,3% em comparação ao ano anterior, aprofundando a deflação observada em abril (-3,6%). Esses dados fracos de inflação aumentaram as dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação econômica do país após a pandemia de Covid-19.
No início desta semana, os dados de exportação da China já haviam decepcionado os analistas de mercado, levando-os a acreditar que o governo poderá aumentar os estímulos econômicos em algum momento.
Desemprego nos Estados Unidos
Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentaram de 233 mil para 261 mil na semana passada, refletindo a alta volatilidade semanal desse indicador. Essa tendência pode indicar que a desaceleração econômica está começando a afetar o mercado de trabalho. Esses resultados estão alinhados com a perspectiva da XP de que o Federal Reserve (Fed) não realizará mais aumentos nas taxas de juros neste ano.
IBOVESPA +0,77% | 115.488 Pontos. CÂMBIO +0,24% | 4,92/USD
A semana se encerra sem a divulgação de indicadores relevantes tanto no Brasil quanto no exterior.
Inflação brasileira no radar
A imprensa local continua destacando a inflação abaixo das expectativas, divulgada na quarta-feira. O IPCA de maio registrou um aumento de 0,23% em relação ao mês anterior, ficando abaixo da projeção da XP (0,29%) e do consenso do mercado (0,33%). Em uma perspectiva de doze meses, o IPCA recuou para 3,94% em maio, em comparação com os 4,18% registrados em abril. Alimentos e combustíveis foram os principais responsáveis pelo resultado mais ameno, embora tenha havido desaceleração generalizada entre os diferentes componentes do IPCA.
Esses resultados estão em linha com a visão da XP de que o Banco Central iniciará um ciclo gradual de redução das taxas de juros a partir de agosto.
Mercado no Brasil
No último pregão antes do feriado de Corpus Christi, o índice Ibovespa registrou alta de 0,77%, alcançando os 115.488 pontos. No mesmo dia, o dólar valorizou-se em relação ao real, subindo 0,24%, cotado a R$ 4,92.
Quanto às taxas futuras de juros, houve direções mistas. Nos vértices curtos da curva, as taxas caíram em resposta ao IPCA abaixo das expectativas do mercado. Isso consolidou as expectativas de que o Banco Central iniciará o ciclo de flexibilização monetária em agosto. Por outro lado, na ponta longa da curva, as taxas de juros avançaram após o megaleilão de títulos prefixados realizado pelo Tesouro Nacional.
No fechamento do pregão, os seguintes valores foram observados: DI jan/24 foi de 13,13% para 13,085%; DI jan/25 passou de 11,235% para 11,245%; DI jan/26 oscilou de 10,525% para 10,625%; e DI jan/27 foi de 10,51% para 10,645%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)