DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção para IPCA de maio
Veja os números
(Brasília-DF, 07/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção a divulgação do IPCA de maio.
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Os mercados globais amanhecem em leve baixa, com a China divulgando dados de exportação abaixo do esperado. Ontem à noite foram publicados os dados da balança comercial chinesa, mostrando que as exportações caíram 7,5% quando se esperava um crescimento de 1,0%. O dado reforçou as preocupações quanto ao ritmo da recuperação econômica da segunda maior economia do mundo.
Nos EUA, os futuros do S&P 500 e Nasdaq negociam em leve queda de 0,1% depois das altas de ontem puxadas pelo setor de bancos, levando ambos os índices ao maior nível de 2023. As Bolsas europeias também operam majoritariamente no negativo depois dos dados chineses, com investidores preocupados com o enfraquecimento da demanda global. Além disso, investidores também repercutem a produção industrial da Alemanha, que veio aquém do esperado, com crescimento de 0,3% na comparação mensal. Na Ásia, os principais índices fecharam mistos, com o índice japonês Nikkei caindo 1,8% em um movimento de realização de lucros, enquanto o Hang Seng avançou 0,8%.
Em commodities, o petróleo volta a subir nessa manhã depois de negociar mais cedo em queda reagindo aos dados fracos da China. Agora pela manhã, o petróleo tipo Brent sobe 0,7% e negocia ao redor de US$ 77 dólares o barril.
IBOVESPA +1,70% | 114.610 Pontos. CÂMBIO +0,35% | 4,91/USD
O mercado acompanha de perto a divulgação do IPCA de maio nesta quarta-feira (7), sendo que a nossa expectativa é de um avanço mensal de 0,29%. Uma leitura positiva do número pode levar a um dia animador para os ativos brasileiros, reforçando expectativas de que uma inflação mais controlada, junto à atividade econômica ainda firme, traga um início antecipado do ciclo de flexibilização da política monetária. Investidores também acompanham a tramitação da Reforma Tributária na Câmara, cujo relatório foi apresentado ontem.
Mercado no Brasil ontem
O Ibovespa fechou a terça-feira no maior nível do ano após subir 1,7% no dia, aos 114,610 pontos. Além disso, as taxas futuras de juros fecharam novamente em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva, em continuidade da sequência baixista que levou as taxas aos menores patamares do ano. Os movimentos foram influenciados pelos números do Índice Geral de Preços divulgados ontem, que mostraram uma inflação mais controlada no Brasil — reforçando a possibilidade de que um corte na taxa básica de juros aconteça à frente. DI jan/24 foi de 13,155% do para 13,125%; DI jan/25 passou de 11,295% para 11,23%; DI jan/26 caiu de 10,58% para 10,50%; e DI jan/27 recuou de 10,55% para 10,47%.
XP revisa crescimento do PIB
Nosso time de macroeconomia divulgou nesta manhã seu relatório macro mensal de junho. Destaque para a revisão da projeção de crescimento do PIB brasileiro de 2023, de 1,4% para 2,2%, após surpresa altista na divulgação dos dados do 1º trimestre na semana passada, enquanto a variação esperada para 2024 ficou estável em 1,0%. O relatório manteve as previsões de inflação para 2023 e 2024 (5,4% e 4,7%), bem como de taxa de câmbio (R$ 5,00 e R$ 5,15) e Selic (12,0% e 11,0%).
Reforma Tributária
Ontem, o grupo de trabalho da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados apresentou seu relatório final. Seguindo as expectativas dos debates, o texto trouxe a concentração de cinco impostos (ISS, ICMS, IPI, PIS e Cofins) em apenas um, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Este adotará o modelo de IVA dual, o que significa que haverá um tributo federal, da União, e outro subnacional, partilhado por estados e municípios. O relatório defende que seja adotada uma alíquota padrão para o IBS, aplicável uniformemente, mas possibilita a criação de outras alíquotas para bens, serviços específicos, a serem definidos pelo Congresso. A proposta também prevê a implementação de uma espécie de cashback para viabilizar a devolução do IBS às famílias de baixa renda e reduzir a regressividade da tributação do consumo. Por fim, o texto mantém a Zona Franca de Manaus e o Simples Nacional.
O relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro, espera a votação do substitutivo da reforma na primeira semana de julho.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)