DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para dados da indústria
Veja os números
(Brasília-DF, 02/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no No Brasil, a atenção estará voltada para os dados da produção industrial de abril, que serão divulgados nesta manhã.
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Os mercados amanheceram positivos nesta sexta-feira. Os futuros americanos S&P 500 e Nasdaq estão subindo cerca de 0,5%, impulsionados pela aprovação do projeto de lei pelo Senado dos Estados Unidos para aumentar o teto da dívida e limitar os gastos do governo por dois anos. O presidente Joe Biden deve assinar o projeto ainda hoje (2), apenas três dias antes do prazo final para evitar um calote da dívida soberana do país.
Na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão em alta, refletindo o sentimento de alívio com a aprovação do acordo sobre o teto da dívida nos Estados Unidos. No entanto, o governo chinês criticou a assinatura de um tratado comercial entre os EUA e Taiwan, pedindo que o governo americano interrompa o contato oficial com a ilha, que é reivindicada como parte do território chinês.
Já na Europa, os mercados também operam em alta, repercutindo o acordo sobre o teto da dívida americana. Apesar da queda significativa na inflação na zona do euro, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christiane Lagarde, afirmou que os números ainda estão altos e que a entidade monetária seguirá com seus planos de aumentar as taxas de juros para trazer a inflação de volta à meta de 2%.
IBOVESPA +2,06% | 110.565 Pontos. CÂMBIO -1,28% | 5,01/USD
Nesta sexta-feira (2), os investidores estarão atentos à divulgação do principal relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos, o Nonfarm Payroll do mês de maio. O consenso do mercado aponta para um aumento de 195 mil empregos, crescimento de 0,3% nos salários em relação ao mês anterior e uma leve alta na taxa de desemprego, de 3,4% para 3,5%. Esses dados terão um impacto significativo nas expectativas sobre a política monetária do país.
No Brasil, a atenção estará voltada para os dados da produção industrial de abril, que serão divulgados nesta manhã. A expectativa da XP é de uma contração de 0,3% em relação a março e uma queda de 2,0% em comparação com abril do ano anterior. O consenso do mercado aponta para uma contração um pouco menor, de -0,2% e -1,1%, respectivamente.
PIB brasileiro surpreendeu positivamente
No primeiro trimestre de 2023, o PIB do Brasil registrou um crescimento de 1,9% em relação ao trimestre anterior (4T22), superando as expectativas tanto da XP (1,4%) quanto do mercado em geral (1,2%). Na comparação anual, o PIB avançou 4,0%, também acima das projeções da XP (3,4%) e do mercado (3,0%). No acumulado dos últimos doze meses, o crescimento foi de 3,3%.
Apesar desse desempenho positivo, a equipe de economia da XP mantém a expectativa de uma desaceleração da atividade econômica brasileira nos próximos trimestres. Isso se deve às condições de crédito mais restritivas, à dissipação do impulso causado pela pandemia e à desaceleração do mercado de trabalho, embora em um ritmo mais suave do que inicialmente previsto. As projeções de crescimento para o PIB de 2023 continuam sendo revisadas para cima pela XP e devem se situar entre 2,0% e 2,5%.
Mercado no Brasil ontem
No pregão de ontem (1), o índice Ibovespa registrou alta de 2,06%, atingindo os 110.564 pontos. Enquanto isso, o dólar se desvalorizou frente ao real, caindo 1,31% e sendo cotado a R$ 5,00.
Quanto às taxas futuras de juros, fecharam em ligeira queda devido à surpresa positiva com os dados do PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2023. Apesar do indicador ter superado as expectativas do mercado, a composição do crescimento econômico foi favorável impulsionada por fatores de oferta. Isso significa que a atividade econômica resiliente não deve prejudicar a perspectiva de cortes de juros pelo Banco Central, e um crescimento mais robusto no futuro também melhora as projeções fiscais. Esses fatores contribuem para a retirada de prêmio na ponta longa da curva de juros. As taxas DI para os vencimentos de janeiro de 2024, 2025, 2026 e 2027 registraram quedas, refletindo esse cenário.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)