31 de julho de 2025
Brasil e Poder

ECONOMIA: Confiança empresarial e do consumidor avançou em maio, informa Síntese de Índices da FGV

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(Brasília-DF, 02/06/2023) Foi divulgado nesta sexta-feira, 02, a Síntese das Sondagens de maio de 2023

Após queda em abril, tanto a confiança empresarial quanto a do consumidor aumentaram em maio. Ainda assim, o nível abaixo de 100 do indicador, considerado pessimista, reflete o fraco nível de atividade econômica dos segmentos cíclicos da economia.

Após recuo no mês passado, o IE empresarial retomou a trajetória de alta observada desde janeiro de 2023, acumulando uma variação de 7,4 pontos no ano. Caminhando em sentido oposto, o ISA Empresarial voltou a cair em maio, após altas discretas no bimestre março-abril. O nível de 91,1 pontos, distante dos 100 pontos, é um sinal de atividade fraca nos segmentos monitorados pelas sondagens do FGV IBRE (Serviços, Comércio, Indústria de Transformação e Construção).

A alta de 2,0 pontos do Índice de Expectativas Empresariais no mês (slide anterior) deve ser interpretada com certa cautela já que o indicador que mede as expectativas no horizonte de seis meses caiu para 90,5 pontos em maio, ficando abaixo do nível dos indicadores que medem o otimismo três meses à frente, como o de Demanda (91,9) e o de Emprego (94,9).

Os índices de confiança do Comércio e de Serviços subiram 3,7 e 0,5 pontos, respectivamente, em maio, influenciados pela melhora das expectativas. A confiança da Indústria de Transformação e da Construção caminharam em sentido oposto e recuaram no mês, com piora tanto na percepção da situação corrente quanto das expectativas para os próximos meses. O destaque positivo fica para a reversão de parte do pessimismo que vinha se espalhando pelo Comércio. Com a alta em maio, o IE-COM recupera 70% da queda registrada no mês anterior.

A alta de 1,4 pontos do ICC em maio foi determinada pela melhora nas expectativas dos consumidores. A avaliação sobre a situação corrente piorou e segue em torno do baixíssimo nível de 70 pontos, inferior ao nível pré-pandemia, de 81 pontos, que já era muito baixo. Com a queda das taxas de desemprego e inflação nos últimos meses era de se esperar alguma reação deste indicador. A notícia favorável é o retorno do índice que mede as expectativas para o nível em torno dos 100 pontos.

Em maio, a confiança subiu 4,4 pontos nas faixas de renda familiar mais baixas, para 84,9 pts., e 1 ponto entre as famílias de renda familiar mais alta, para 92,4 pts. A diferença entre os dois indicadores voltou a ficar abaixo dos 10 pontos (7,6 pts.), cenário observado de dezembro de 2022 a março de 2023, interrompido apenas no mês passado, quando a diferença atingiu 11 pts.

O IIE-Br( Indicador de Incerteza do Brasil)  vem oscilando deste setembro do ano passado na estreita faixa entre 111,7 e 113,3 pontos - exceto pelo resultado de março quando superou os 116 pontos - um patamar desconfortável de incerteza econômica. Em maio, a discreta queda é explicada exclusivamente pelo componente de Mídia, já que o componente de Expectativas caminhou no sentido oposto. Se, por um lado, o avanço da proposta de um novo arcabouço fiscal e a relativa resiliência da atividade econômica têm influenciado positivamente o cenário econômico, os sinais mais favoráveis no front inflacionário vêm impactando de forma negativa as medições de incerteza econômica. Ao implicar na revisão gradual das previsões de inflação pelos especialistas consultados pelo Bacen, o alívio nos preços tem levando a um aumento a dispersão das projeções no horizonte de 12 meses.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)