31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil divulgação do PIB do primeiro trimestre

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 29/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais sem clareza e no Brasil expectativa para divulgação do PIB do primeiro trimeste

 

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Mercados amanhecem sem direção definida, com a Bolsa americana fechada devido à um feriado. Na agenda internacional da semana, além da provável votação sobre o acordo do teto da dívida americana, indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos estarão no centro das atenções, assim como a divulgação do Índice de Gerente de Compras (PMI) da indústria, serviços e composto de maio na China.

Inflação nos EUA

Nos Estados Unidos, o gasto de consumo pessoal (PCE) – a medida de inflação preferida do Federal Reserve – aumentou 0,84% m/m (consenso: 0,5% m/m). Já o núcleo do índice de preços PCE registrou alta de 0,38% em abril (consenso: 0,31%; XP: 0,25%). O processo desinflacionário tem sido mais lento do que o esperado, e deve ganhar tração no segundo semestre de 2023. A atividade econômica também mostra maior resiliência, embora a perspectiva seja de desaceleração adiante, à medida que os efeitos de condições financeiras mais restritivas se tornam mais evidentes no comportamento de empresas e consumidores.

Mercados globais

Os mercados amanhecem de olho nas negociações do teto de dívida americano que finalmente avançaram durante o final de semana. O presidente Joe Biden e o líder do Câmara, Kevin McCarthy, chegaram um acordo no último sábado para suspender o teto americano por dois anos e em contrapartida, haverá um limite de gastos do governo. Agora, a proposta deverá ser votada pelo Congresso na próxima quarta-feira. Nos EUA, o S&P 500 futuro sobe +0,25%, mas o mercado ficará fechado hoje em função de um feriado. Na Europa, o Stoxx 600 negocia de lado e o dia deverá ser marcado por baixa liquidez por conta outro feriado também no Reino Unido. Já na Ásia, as Bolsas Ásia fecharam mistas em meio às notícias sobre o teto americano, com o índice japonês Nikkei avançando +1,0%, enquanto na China, o CSI 300 caiu -0,4%, enquanto Hang Seng registrou queda de -1,0% na volta de um feriado.

O final de semana também foi marcado pelo segundo turno das eleições presidenciais na Turquia, na qual o atual presidente Recep Tayyip Erdogan foi reeleito. Com isso, a lira turca cai 0,5% contra o dólar, perto da sua mínima histórica.

IBOVESPA +0,77% | 110.906 Pontos.    CÂMBIO -0,93% | 4,99/USD

No Brasil, o destaque da semana será a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2023.

Mercado na semana passada

Na última semana o Ibovespa encerrou a semana em leve alta de 0,2%, mas voltando aos 110 pontos, e o dólar ficou de lado, fechando em R$5,00. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou por ampla maioria, o texto-base do novo arcabouço fiscal. O projeto de lei introduz um limite de gastos para despesas primárias, estabelece gatilhos automáticos para controlar os gastos caso o governo não alcance as metas definidas na lei de diretrizes orçamentárias. Já nos EUA, a agência Fitch Ratings colocou o rating de crédito AAA do país sob observação dada a falta de um acordo até o momento. Além disso, a ata da última reunião do Fed reforçou o cenário de juros estáveis até o início do próximo ano. Embora não tenha descartado aumento adicional, o documento diz que, se a economia evoluir de acordo com as perspectivas atuais, não será necessário maior aperto da política monetária, e também reiterou que o Fed não planeja cortar juros em 2023, mantendo a abordagem dependente de dados.

As taxas futuras de juros fecharam a semana em queda, principalmente devido ao otimismo com o arcabouço fiscal e a desaceleração da inflação. O placar robusto do arcabouço na Câmara e a perspectiva de uma aprovação rápida do texto no Senado deram condições para a queda dos juros, especialmente nos vértices mais longos da curva. Enquanto isso, os vértices curtos cederam com os dados da inflação abaixo do consenso de mercado, o que poderia acelerar o início do corte de juros pelo Banco Central. DI jan/24 recuou de 13,185% para 13,165%; DI jan/25 caiu de 11,470% para 11,425%; DI jan/26 cedeu de 10,97% para 10,895%; e DI jan/27 passou de 11,025% para 10,93%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)