31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção para a fase final das emendas do novo marco fiscal na Câmara e de MP’s

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 24/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimento apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil mercado atento a votação final dos destaques do novo marco fiscal na Câmara.

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As Bolsas globais amanhecem em território negativo. Nos EUA (S&P 500 -0,4%, Nasdaq -0,3%), ainda não há uma resolução sobre o impasse do teto da dívida, com o prazo para um potencial calote histórico se aproximando cada vez mais. Na Europa (Stoxx 600 -1,6%), o setor de luxo puxou as bolsas para baixo depois de um forte rali nos últimos meses em meio à reabertura da China. A divulgação da inflação acima do esperado no Reino Unido (8,7% em abril vs. expectativa de 8,1%), e a primeira queda em sete meses do índice de sentimento da Alemanha (de 93,4 em abril para 91,7 em maio) também pesam.

Os principais índices da Ásia também fecharam em queda, com Japão (Nikkei 225) caindo -0,9%, a China onshore (CSI 300) -1,4% e  Hong Kong (Hang Seng) também no negativo -1,6%, pressionados pela falta de avanço sobre a dívida americana. Em commodities, o petróleo se recupera. O Brent sobe +1,7% para US$ 78/barril em meio à queda do estoques nos EUA e comentários do ministro de energia da Arábia Saudita sobre vendedores a descoberto, sinalizando que a OPEP+ poderá cortar a produção em junho. Por fim, hoje depois do fechamento do mercado, NVIDIA irá reportar seu resultado do 1o trimestre.

IBOVESPA -0,26% | 109.929 Pontos.  CÂMBIO +0,02% | 4,97/USD

Hoje, o mercado local deve repercutir a aprovação com ampla maioria do novo arcabouço fiscal na Câmara. O texto aprovado retira o ajuste automático de 2,5% acima da inflação dos gastos em 2024, e ainda terá destaques discutidos ao longo do dia. Lá fora, seguem no radar as negociações sobre teto da dívida dos EUA, que avançam a passos lentos a uma semana da data em que o caixa do Tesouro deve se esgotar. Além disso, investidores devem ficar atentos ao discurso de Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, e à divulgação da Ata do FOMC, que devesinalizar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.

Câmara aprova novo arcabouço fiscal

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (23), por ampla maioria, o texto-base do novo arcabouço fiscal. O projeto de lei introduz um limite de gastos para despesas primárias corrigido anualmente pela inflação mais 70% da variação real das receitas primárias. Além disso, estabelece gatilhos automáticos para controlar os gastos caso o governo não alcance as metas de resultado primário definidas na lei de diretrizes orçamentárias. O relator fez pequenas alterações no projeto de lei ao não fixar para o primeiro ano um crescimento pré-definido para o limite de gastos, mas permitiu que o governo aumentasse esse limite para até 2,5% se, na execução orçamentária do próximo ano, a estimativa de receita for superior à um definido na lei orçamentária de 2024. Pelas nossas estimativas, a mudança não tem efeito prático já que medidas de aumento de arrecadação como a volta do PIS/Cofins sobre os combustíveis serão suficientes para permitir ao governo elevar o limite em 2,5% em 2024 e 2025. Hoje, Câmara deve discutir e votar emendas ao texto aprovado.

Mercado no Brasil ontem

Com investidores atentos ao desenrolar das negociações sobre o teto da dívida americana e à tramitação do arcabouço fiscal, o Ibovespa fechou a terça em queda de -0,3%, aos 109.929 pontos. Por aqui, o otimismo da votação na Câmara respaldou a queda das taxas de juros futuras, com movimento foi mais forte na cauda da curva: DI jan/24 caiu de 13,313% para 13,30%; DI jan/25 saiu 11,73% para 11,68%; DI jan/27 passou de 11,33% para 11,20%; e DI jan/29 caiu de 11,65% para 11,51%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)