DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção para o que virá do relatório de Cajado do novo marco fiscal
Veja os números
(Brasília-DF, 23/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos mostrando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção total ao novo marco fiscal, relatório com ajustes.
Veja mais:
Mercados amanhecem negativos, ainda repercutindo a falta de acordo nos Estados Unidos para a resolução do impasse do teto da dívida americana. Em dia de agenda doméstica esvaziada, as atenções do mercado seguem para a divulgação do Índice de Gerente de Compras (PMI) industrial e de serviços, nos EUA.
Teto da dívida dos EUA
O presidente dos EUA, Joe Biden, reuniu-se ontem com o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, para discutir o teto da dívida do país. Apesar de os dois não terem chegado a um acordo, a conversa foi considerada “produtiva” e as negociações devem continuar nos próximos dias, sugerindo que um acordo pode ser alcançado em breve. O presidente Biden reiterou que “o calote está fora de questão e a única maneira de avançar é em direção a um acordo bipartidário”. Enquanto isso, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, alertou que é “altamente provável” que os EUA não consigam pagar suas contas até o início de junho se ações não forem tomadas. O teto da dívida continua sendo um impasse político entre os Democratas e Republicanos, e não uma questão de vontade ou capacidade de pagar.
Mercados globais
Mercados abrem em queda nesta sessão, com os futuros americanos S&P 500 e Nasdaq apresentando recuo de -0,1% e -0,05%, respectivamente. A falta de acordo em relação ao teto da dívida vem influenciando a queda. Os investidores estão acompanhando de perto as negociações sobre o limite de dívida em Washington, buscando mais certezas à medida que se aproxima a data de 1º de junho, quando os EUA poderiam entrar em default.
Na Europa, os mercados operam sem uma direção clara, refletindo cautela não apenas devido ao impasse da dívida americana, mas também considerando os PMIs decepcionantes da zona do euro e do Reino Unido na leitura prévia de maio. Na zona do euro, o PMI industrial recuou inesperadamente para o menor nível em 36 meses, registrando 44,6 pontos. Por outro lado, na Alemanha, o setor de serviços registrou avanço (57,8), impulsionando o índice composto para seu melhor patamar em 13 meses, atingindo 54,3.
Na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão em baixa, também seguindo o impasse em relação ao teto da dívida nos Estados Unidos. Por outro lado, o PMI industrial japonês mostrou na leitura prévia de maio a primeira expansão desde outubro do ano passado, apresentando sinais de recuperação.
IBOVESPA -0,48% | 110.213 Pontos. CÂMBIO -0,50% | 4,97/USD
Mercado no Brasil ontem
O Ibovespa fechou ontem em leve queda de 0,48%, aos 110.213 pontos, puxado pelas companhias exportadoras de commodities. O dólar, por sua vez, fechou o dia em R$ 4,97, após queda de -0,5%.
As taxas futuras de juros fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva, em comportamento bastante associado ao dos demais mercados globais e diante dos comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que voltou a sublinhar a desancoragem das expectativas de inflação. DI jan/24 subiu de 13,30% para 13,315%; DI jan/25 passou de 11,695% para 11,76%; DI jan/26 subiu de 11,225% para 11,285%; e DI jan/27 avançou de 11,32% para 11,34%.
(da redação com informações de asssessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)