DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil atenção para a semana da votação do novo marco fiscal na Câmara dos Deputados
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(Brasília-DF, 22/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem direção clara e no Brasil a semana começa sob a expectativa da votação do novo marco fiscal.
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Hoje pela manhã, os principais índices dos EUA e da Europa negociam de lado , com investidores no aguardo de indicadores importantes durante a semana e ainda de olho no teto da dívida americana. Dentre as principais publicações na semana, destaque para a ata da última reunião do Fed, as prévias de PMIs de mercados desenvolvidos, e o deflator de consumo americano (PCE). Na Ásia, as bolsas fecharam em alta com expectativa de um acordo no impasse. A China onshore (CSI 300) fechou com alta de +0,6% depois de uma postura menos agressiva dos membros do G7 em relação ao país, enquanto o índice de Hong Kong (Hang Seng) subiu 1,2% puxado pelo setor de tecnologia. Adicionalmente, ações de de fabricantes de chips locais registraram forte rali após reguladores chineses anunciaram a proibição de produtos da Micron Technology por riscos de segurança cibernética. Já o Japão registrou +0,9% e alcançou o maior nível desde 1990.
Teto da dívida americana
O presidente dos EUA se encontra hoje com o presidente da Câmara para discutir o teto da dívida do país. Os congressistas em Washington têm lutado para chegar a um acordo para aumentar o teto da dívida de mais de US$ 31 trilhões e evitar um calote nos compromissos financeiros dos EUA. Na sexta-feira, membros do Partido Republicano deixaram as negociações, dizendo que a Casa Branca não estava sendo razoável. O impasse do teto da dívida no Congresso dos EUA tem sido uma das principais fontes de volatilidade do mercado nos últimos dias.
IBOVESPA +0,58% | 110.745 Pontos. CÂMBIO +0,54% | 4,99/USD
Mercados amanhecem sem direção definida, em uma semana marcada pela ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) e pela divulgação do PCE, a medida de inflação preferida do banco central americano. As atenções do mercado seguem voltadas para o presidente dos EUA, Joe Biden e o presidente da Câmara , Kevin McCarthy, que devem se encontrar hoje (22) para continuar as negociações sobre o teto da dívida americana.
No Brasil, os holofotes estarão voltados para a votação do novo projeto de arcabouço fiscal no plenário da Câmara dos Deputados, que está prevista para iniciar na quarta-feira (24).
Mercado na semana passada
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou urgência para a tramitação do Novo Marco Fiscal. A proposta substitutiva da nova regra fiscal, apesar de permitir um crescimento maior dos gastos no curto prazo, traz alguns avanços em relação à enviada pelo governo, como a redução das exceções à regra do limite de gastos e a retomada da obrigatoriedade do contingenciamento de gastos durante a execução do orçamento.
As taxas futuras de juros fecharam a semana perto da estabilidade, com diversos assuntos no radar dos investidores. Os principais destaques foram (i) o quadro fiscal doméstico, (ii) a série de revisões para a economia brasileira, a partir da leitura do IBC-Br de março, e (iii) as negociações acerca do teto da dívida pública nos Estados Unidos. DI jan/24 oscilou de 13,31% para 13,285% no último pregão; DI jan/25 passou de 11,69% para 11,66%; DI jan/26 se manteve em 11,205%; e DI jan/27 subiu de 11,275% para 11,285%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)