DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para noticiário político e o relatório do novo marco fiscal
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(Brasília-DF, 15/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em positivo e no Brasil em semana de agenda de indicadores esvaziada, a atenção se volta mais uma vez ao noticiário político.
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Os mercados globais amanhecem no positivo hoje (EUA +0,3%, Europa +0,4), com expectativas de um acordo para o teto da dívida americana. O presidente Joe Biden e congressistas americanos devem se encontrar novamente na terça-feira para tentarem chegar a uma resolução. Na Europa, investidores também repercutem os resultados da eleição presidencial na Turquia nesse último fim de semana, que deverá ser definida em um segundo turno no dia 28. Na Ásia, os principais índices fecharam em alta também (Japão +0,8%, China +1,6), com os investidores à espera de dados relevantes de atividade da China, que serão divulgados hoje à noite. Sobre a temporada de resultados, quase 92% do S&P 500 já reportou seus resultados até agora. O destaque dessa semana serão os varejistas, com nomes como Home Depot (HD), Target (TGT) e Walmart (WMT), divulgando seus balanços nos próximos dias. Os balanços darão sinais sobre a situação do consumidor americano, além de Alibaba (BABA) como destaque na China.
Teto da dívida americana
Esperanças de que o impasse político sobre a elevação do teto da dívida dos EUA chegue ao fim dão um tom positivo para os mercados globais nesta manhã. No fim de semana, o presidente Joe Biden disse que as conversas com o Congresso estão avançando. Espera-se que Biden se encontre com congressistas no início desta semana para retomar as negociações. O tema precisa avançar rápido: na semana passada, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, afirmou que o teto poderia ser alcançado já em 1º de junho. As negociações do teto da dívida são provavelmente o principal evento para os mercados financeiros esta semana.
IBOVESPA +0,19% | 108.464 Pontos. CÂMBIO -0,30% | 4,92/USD
Mercados amanhecem positivos, aguardando evoluções na negociação do teto da dívida americana e dados de produção industrial e vendas no varejo dos Estados Unidos e China, que serão divulgados esta semana. Na China, a divulgação dos dados de produção industrial e vendas no varejo em abril ocorre nesta segunda-feira (15). Nos EUA, os mesmos dados serão divulgados amanhã (16).
No Brasil, em semana de agenda de indicadores esvaziada, a atenção se volta mais uma vez ao noticiário político. Logo no início da semana, é esperado que o relator do projeto que cria o novo arcabouço fiscal apresente seu relatório na Câmara. Sobre a temporada de resultados, 83% das empresas do Ibovespa já reportaram. Hoje após o fechamento do mercado, uma série de companhias, como Banco do Brasil (BBAS3), Azul (AZUL4), Localiza (RENT3), Rede D’Or (RDOR3) e Marfrig (MRFG3) serão as últimas empresas a divulgarem seus balanços.
Mercados na semana passada
Em semana marcada pela divulgação de dados de inflação, o Ibovespa encerrou em alta de 3,2% aos 108.464 pontos. No Brasil, o IPCA de abril variou 0,61% na comparação mensal e, na variação acumulada de 12 meses, recuou para 4,18%, ligeiramente acima das expectativas. O número reforça que o país segue em um processo – ainda que lento – de desinflação. Já nos EUA, o foco da semana foi no impasse do teto de dívida. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) aumentou 0,37% em relação ao mês passado, com o núcleo ligeiramente acima das expectativas. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) registrou 2,3% nos últimos 12 meses, a menor variação anualizada desde janeiro de 2021. Os dados sugerem que as pressões inflacionárias na economia americana estão diminuindo gradualmente e, com isso, os mercados precificam que o Federal Reserve, banco central dos EUA, corte a taxa dos Fed Funds até o final do ano.
As taxas futuras de juros terminaram a semana com leve alta nos vértices curtos, enquanto houve fechamento da curva nos vértices de médio e longo prazo. Os principais destaques foram (i) a indicação do secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, para a diretoria de política monetária do Banco Central (BC); (ii) a ata do Copom; (iii) o IPCA de abril acima da mediana do mercado; (iv) a perspectiva de que o arcabouço fiscal possa sair mais restritivo do Congresso Nacional; e (v) a elevada demanda por títulos públicos. DI jan/24 saiu de 13,25% para 13,29%; DI jan/25 subiu de 11,65% para 11,69%; DI jan/26 cedeu de 11,24% para 11,21%; e DI jan/27 passou de 11,35% para 11,27%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)