DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em baixa e no Brasil se fala sobre ata do Copom e o novo Marco Fiscal
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(Brasília-DF, 10/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil ainda se avalia a íntegra da Ata do Copom e o relatório do novo “Regime Fiscal Sustentável”.
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Mercados amanhecem em baixa (Europa -0,2%, EUA -0,1%) com os investidores aguardando o dado de inflação dos EUA. Além disso, foco também no impasse do teto de dívida dos EUA, após conversas entre o presidente Joe Biden e líderes do Congresso americano não levarem a uma resolução, elevando temores de um calote sem precedentes – evento com probabilidade baixa de acontecer, mas que paira nos mercados nesse momento. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda (China -0,7%, Japão -0,4%) em meio à cautela sobre os dados da inflação americana. Ainda hoje também serão divulgados dados de inflação ao consumidor e produtor na China, com expectativa de alta de 0,3% e queda de 3,2%, respectivamente. Commodities também caem pela manhã, com o petróleo em -1,4%. Na temporada de resultados destaque para a Disney, que divulga após o fechamento do mercado.
Nesta quarta-feira, atenções voltadas para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA do mês de abril. As expectativas do mercado são de que o índice se mantenha estável em 5% e o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis de energia e alimentação, chegue a 5,5%. Os dados são importantes para indicar se o ciclo de aperto monetário conduzido pelo Federal Reserve está de fato impactando a inflação, e pode alterar as apostas dos investidores quanto à uma possível nova elevação de juros.
IBOVESPA +1,01% | 107.114 Pontos. CÂMBIO +0,5% | 4,99/USD
Ata do Copom
O Banco Central divulgou ontem a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), cuja decisão foi de manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. Em linhas gerais, o texto reafirmou a postura mais dura (hawkish), apontando que as expectativas de inflação seguem desancoradas das metas. O comitê também reconheceu que a apresentação da proposta de arcabouço reduziu as incertezas em relação à política fiscal, mas reforçou que não há relação direta entre convergência da inflação e a aprovação do arcabouço. Assim, entendemos que o BC deve manter a Selic em patamar contracionista por mais tempo e mantemos nosso cenário-base de uma redução da taxa de juros a partir da reunião de agosto deste ano — mas reconhecemos que a ata ainda não dá sinais de uma flexibilização.
Mercado no Brasil ontem
Enquanto o mau humor dos investidores resultou em quedas nos mercados lá fora, o Ibovespa fechou em alta ontem pelo quarto pregão consecutivo e no maior nível desde o final de fevereiro, em 107.114 pontos. Em movimento puxado pela sinalização ainda mais dura da Ata do Copom, as taxas futuras de juros fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva, especialmente em vértices intermediários — DI jan/24 subiu de 13,21% para 13,255%; DI jan/25 avançou de 11,67% para 11,795%; DI jan/26 passou de 11,39% para 11,485%; e DI jan/27 saltou de 11,55% para 11,655%. Na temporada de resultados, Copel, Equatorial e Randon divulgam seus números hoje após o fechamento do mercado.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)