31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil expectativa de dados de grandes empresas e IPCA no final da semana

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 08/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão “andando de lado” e no Brasil expectativa na semana de divulgação de dados de grandes empresas e o IPCA de abril.

 

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Os índices americanos (S&P 500 +0,1%, Nasdaq 0%) negociam no zero a zero, com os bancos regionais subindo mais de 2%, se recuperando das quedas da semana passada. O destaque do final de semana foi a reunião anual da Berkshire Hathaway em Omaha, Nebraska, onde Warren Buffet e Charlie Munger discutiram uma série de assuntos desde a turbulência no setor bancário, inteligência artificial, geopolítica, e também a sucessão da companhia.

Os lucros operacionais da Berkshire cresceram 13% A/A no primeiro trimestre deste ano, puxado pelos resultados do segmento de seguradoras. Na Europa, as bolsas operam em leve alta (EuroStoxx +0,3%) puxada por ações de bancos e com os investidores aguardando a decisão de juros pelo Banco Central da Inglaterra (BoE) na quinta-feira. Já na Ásia, os principais índices (Hang Seng +1,2%, CSI 300 +1,1%) fecharam no positivo na esteira das altas de Wall Street da semana passada. A temporada de resultados do primeiro trimestre começa a perder força, mas ainda temos alguns nomes importantes divulgando: Disney reporta na quarta-feira, e JD na quinta – ambos fazem parte da carteira recomendada de BDRs.

Mercados amanhecem de lado, aguardando importantes dados de inflação que serão divulgados essa semana. Nos EUA, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) ocorrerá na quarta-feira (10), assim como na China, com a divulgação dos dados de inflação ao consumidor e ao produtor.

 

IBOVESPA +2,91% | 105.148 Pontos.    CÂMBIO -1,00% | 4,94/USD

No Brasil, o IPCA do mês de abril será divulgado na sexta-feira (12). Nessa semana também teremos a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2023 de nomes importantes como Petrobras, Natura, JBS e JHSF.

Brasil

Os mercados acompanharão de perto as discussões sobre a nova lei fiscal no Congresso e os nomes que serão indicados pelo presidente Lula para o Banco Central (há duas vagas abertas na diretoria do BCB). No fim de semana, o presidente Lula repetiu que o Banco Central tem autonomia, mas não é intocável. No calendário de indicadores econômicos, destaque para a produção industrial de março na quarta-feira e o IPCA de abril na sexta-feira.

Mercados na semana passada

Depois de uma forte alta na sexta-feira, o Ibovespa terminou a primeira semana de maio com leves ganhos de +0,7% aos 105.148 pontos. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% pela sexta reunião consecutiva. Segundo o nosso time de Economia, o comunicado condiz com o cenário de flexibilização monetária gradual a partir do segundo semestre, com a taxa Selic atingindo 12% no final deste ano e 11% no primeiro semestre de 2024. Quanto aos juros americanos, o Federal Reserve optou por mais uma alta de 0,25 p.p. levando para um intervalo entre 5% e 5,25%, em linha com as expectativas. No comunicado pós-reunião, o comitê deixou as portas abertas para a próximas decisões. As taxas futuras de juros fecharam a primeira semana de maio em queda, principalmente nos vértices médios e longos. DI jan/24 oscilou de 13,215% para 13,195%; DI jan/25 passou de 11,76% para 11,68%; DI jan/26 recuou de 11,415% para 11,335%; e DI jan/27 caiu de 11,485% para 11,44%.

Resumo da Semana

Depois de uma forte alta na sexta-feira, o Ibovespa terminou a primeira semana de maio com leves ganhos de +0,7% aos 105.148 pontos. A maior alta da semana foi de Braskem (BRKM5) que subiu 20,1%, após notícias de uma possível oferta da Adnoc, estatal de petróleo de Abu Dhabi, junto ao fundo americano Apollo pelo controle da companhia. Na outra ponta, Carrefour (CFRB3) acumulou queda de 18% após resultados do primeiro trimestre desapontarem, com a empresa sinalizando perspectivas mais desafiadoras a frente. Na agenda econômica, os destaques dos últimos dias foram decisões de política monetária no Brasil, nos EUA, e na Europa. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% pela sexta reunião consecutiva. Segundo o nosso time de Economia, o comunicado condiz com o cenário de flexibilização monetária gradual a partir do segundo semestre, com a taxa Selic atingindo 12% no final deste ano e 11% no primeiro semestre de 2024. Quanto aos juros americanos, o Federal Reserve optou por mais uma alta de 0,25 p.p. levando para um intervalo entre 5% e 5,25%, em linha com as expectativas. No comunicado pós-reunião, o comitê deixou as portas abertas para a próximas decisões. Com isso, o mercado começou a precificar corte de juros até o final deste ano. No entanto, prevemos o início do ciclo de flexibilização apenas no primeiro trimestre de 2024. Política monetária também foi destaque na Europa. O Banco Central Europeu (BCE) também decidiu aumentar as taxas de juros em 0,25 p.p., desacelerando o ritmo de aumento em relação às reuniões anteriores mas sem uma indicação futura clara. Sendo assim, projetamos que o BCE continuará apertar a política monetária nas próximas reuniões. Nos EUA, além da decisão do Federal Reserve, os mercados repercutiram mais incertezas em relação ao setor bancário, e os dados do payroll. Na segunda-feira, houve mais um resgate de um banco regional americano, o First Republic Bank, cujos ativos foram comprados pelo JP Morgan com apoio de reguladores — evento que derrubou os papeis do setor. Após alguns dias, foi a vez dos mercados se preocuparem com a PacWest, que caiu 50% na quinta-feira, antes de voltar a subir 80% no dia seguinte depois de um alívio no setor com discussões de que vendas a descoberto seriam banidas como medida para estancar a crise. O apetite ao risco voltou aos mercados também depois dos resultados Apple surpreenderem, empresa de maior valor de mercado na bolsa americana. Além disso, a semana foi marcada pelo relatório do mercado de trabalho que veio acima das estimativas, com 253 mil novas vagas criadas em abril vs. expectativas de 180 mil.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)