DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais negativo e no Brasil atenção ao Relatório Trimestral de Inflação do BC e o possível início da votação da PEC da Transição a Câmara
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(Brasília-DF, 15/12/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção a possível votação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados e o Relatório Trimestral de Inflação.
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Mercados globais
Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -1,1% e Europa -1,2%) após o Fed optar por fechar o ano com aumento na taxa de juros em 50 pontos-base (bps). A mediana das projeções da taxa de juros terminal, que veio em 5,1%, foi surpresa ao mercado, sugerindo que os juros podem não só serem sustentados em patamares elevados por mais tempo, mas também devem alcançar nível mais alto. Na Europa, hoje teremos as decisões de política monetária do Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra. Na China, o índice de Hang Seng (-1,6%) encerra em baixa, acompanhando a queda nas bolsas globais e refletindo dados econômicos abaixo do esperado.
Juros nos EUA
Conforme amplamente esperado, o comitê de política monetária do Fed aumentou sua taxa de juros de referência em 50 bps, desacelerando o ritmo após quatro altas consecutivas de 75 bps. Com esta decisão, os juros básicos chegaram ao intervalo entre 4,25% e 4,50%, o mais elevado em 15 anos. Em coletiva de imprensa após a decisão, o Presidente do Fed, Jerome Powell, manteve um discurso duro. Em relação ao resumo das projeções econômicas do comitê, houve atualizações relevantes em comparação à última publicação, realizada em setembro. Por exemplo, a previsão para a taxa básica de juros em 2023 passou de 4,6% para 5,1% e, para 2024, de 3,9% para 4,1%.
Atividade na China
Na China, indicadores de atividade econômica de novembro surpreenderam negativamente. Por exemplo, as vendas no varejo contraíram 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto o ritmo de crescimento da produção industrial arrefeceu de 5% em outubro para 2,2% em novembro. Investimentos em infraestrutura aceleraram no período, mas isso foi compensado pelo declínio expressivo dos investimentos no mercado imobiliário. Em meio ao enfraquecimento da atividade doméstica, o governo chinês afrouxou, nas duas últimas semanas, restrições relacionadas à Covid. Em nossa avaliação, a reabertura econômica na China pode suavizar a desaceleração global em 2023.
Agenda do dia
No calendário econômico desta quinta-feira, destaque para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE). Ambos os bancos centrais devem elevar suas taxas de juros de referência em 50 bps. Além disso, vários indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos serão divulgados, como as vendas no varejo e a produção industrial de novembro. No Brasil, o Banco Central publicará o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) nesta manhã.
Nos Estados Unidos, conforme amplamente esperado, o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano) decidiu aumentar sua taxa de juros de referência em 50 pontos-base (bps), desacelerando o ritmo após quatro altas consecutivas de 75 bps. Em coletiva de imprensa após a decisão, o Presidente do Fed, Jerome Powell, manteve um discurso duro.
No calendário econômico desta quinta-feira, destaque para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).
IBOVESPA +0,2% | 103.746 Pontos. CÂMBIO +0,3% | 5,28/USD
No Brasil, o Banco Central publicará o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) nesta manhã.
Mercados locais
O Ibovespa fechou em leve alta de 0,20% nesta quarta-feira, fechando em 103.746 pontos, em mais um dia de grande volatilidade no mercado local e novamente se descolando do cenário externo. Apesar dos riscos ainda presentes, a entrevista ao vivo do próximo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à GloboNews, ocorreu sem surpresas negativas, permitindo certo alívio aos agentes. O dólar fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,28, em meio a relatos de fluxo comercial para o Brasil à espera do Fed.
As taxas futuras de juros fecharam sem uma direção única, em um pregão marcado por grande volatilidade e interrupções das negociações dos títulos públicos via Tesouro Direto pelo terceiro dia consecutivo. Em meio ao estresse elevado observado ao longo da sessão, com a aprovação, na terça-feira, da alteração da Lei das Estatais na Câmara, os agentes financeiros repercutiram as declarações do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad e a decisão de política monetária do Fed. DI jan/23 fechou em 13,656%; DI jan/24 foi para 14,0%; DI jan/25 encerrou em 13,645%; DI jan/27 fechou em 13,455%; e DI jan/29 foi para 13,410%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)