DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil expectativa da divulgação da Ata do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 13/12/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção a divulgação da Ata do Copom e o engrenar da PEC da Transição na Câmara dos Deputados.
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No mercado global, Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,2% e Europa +0,3%) enquanto investidores aguardam os dados da inflação ao consumidor nos EUA de novembro, que poderão ditar o ritmo dos próximos aumentos na taxa de juros do país. Hoje teremos o início da reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária do BC americano.
Na China, o índice de Hang Seng (+0,7%) encerra em alta, com notícias de que a cidade de Hong Kong removeu os requerimentos de quarentena para viajantes internacionais.
Economia na Europa
Na Europa, os salários no Reino Unido aumentaram 6,1% ano contra ano em outubro, seu maior salto desde 2001. Os novos dados de inflação de salários poderão colocar pressão sobre a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, já nesta quinta-feira.
O indicador de sentimento econômico ZEW da Alemanha mostrou a terceira alta consecutiva no mês de dezembro, acima das expectativas de mercado, atingindo seu nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. O resultado mostra que a economia alemã está se estabilizando diante da redução de pressões de preços de energia. Espera-se agora uma recessão no último trimestre desse ano, mas essa deverá ser mais branda graças à melhora nos preços de energia e à redução dos riscos de racionamento.
Relaxamento das restrições na China
Sobre a gestão da Covid na China, o embaixador da China nos EUA disse que o país continuará relaxando suas restrições e receberá mais viajantes internacionais em breve. Por outro lado, o mercado segue cauteloso com as perspectivas de reabertura do país, dado o aumento no volume de casos.
IBOVESPA -2,02% | 105.343 Pontos. CÂMBIO +1,57% | 5,32/USD
No Brasil, a expectativa é pela divulgação da Ata da última reunião do Copom, que deve mostrar detalhes sobre as projeções de inflação nos próximos meses e aprofundar o discurso de elevação do risco decorrente das medidas recentes de política fiscal.
Nos EUA, o principal indicador econômico do dia é a inflação ao consumidor. A expectativa do mercado é de uma alta de 0,3% no comparativo mensal e 7,3% no interanual, versus 7,7% no mês anterior. Os preços de energia devem ser os principais fatores responsáveis pela redução na inflação. O indicador de novembro será importante para mostrar se as medidas de combate à inflação já começam a apresentar efeitos e, principalmente, para definir quais serão os próximos passos do Fed, especialmente quanto à taxa terminal de juros.
Brasil
No mercado local, o Ibovespa encerrou o pregão aos 105.343 pontos, o que representou uma queda acentuada de -2,02%, puxada principalmente por Petrobras e Vale. Na contramão, como já esperado, o dólar fechou em alta, cotado a R$ 5,32, alta de 1,57% frente ao real.
As taxas futuras de juros fecharam em alta no último pregão, com os investidores demonstrando cautela em relação aos nomes ventilados à composição da equipe econômica do governo eleito. O rumor de uma possível nomeação de Aloizio Mercadante para assumir o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) ou da Petrobras foi o principal destaque. Além disso, a aversão ao risco foi elevada com a possibilidade de mudança na Lei das Estatais no início do ano que vem. A volatilidade e estresse na curva causaram suspensão temporária das negociações dos títulos públicos. DI jan/23 fechou em 13,656%; DI jan/24 foi para 13,825%; DI jan/25 encerrou em 13,13%; DI jan/27 fechou em 12,88%; e DI jan/29 foi para 12,91%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)