31 de julho de 2025
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CPI DA PANDEMIA: Dimas Covas disse que será necessário uma dose de reforço não só para a CoronaVac mas para todas as vacinas; ele disse que o Butantan já está pesquisando

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( Publicada originalmente às 13h 50 do dia 27/05/2021) 

(Brasília-DF, 28/05/2021) O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, ao se questionado sobe a capacidade de imunização da coronaVac e sobre a demora na aplicação da segunda dose, face a excassez de vacinas durante este início do segundo trimestre de 2021, afirmou que se faz estudo de uma “dose de reforço”

Ele respondeu a um questionamento da senadora Simone Tebet(MDB-MS) sobre a demora na aplicação da segunda dose e suas implicações.

“Agradeço a pergunta, Senadora Simone.  Essa questão da segunda dose é uma questão importante, porque, de fato, a segunda dose é fundamental para completar o esquema vacinal. Vinte e oito dias é o período ideal de vacinação, mas a vacinação posterior a 28 dias não invalida o esquema vacinal. Então, se a pessoa tomar a vacina com 30 dias, com 40 dias, com 50 dias, com 60 dias, ela não perde o esquema vacinal; ela simplesmente vai demorar mais para ser plenamente protegida.”, afirmou inicalmente.

Ele disse que não pode se deixar de tomar a segunda dose.

“Então, nós temos, sem dúvida nenhuma, que insistir na necessidade da segunda dose, mesmo que haja um atraso de uma, duas, três ou quatro semanas. Mas é fundamental que ocorra a segunda dose.”, disse.

Ele também falou sobre a necessidade de uma terceira dose, que ele chama de dose de reforço. O senador Eduardo Girão(Podemos-CE) disse, também, que chegaram ao seu gabinete informações de diversos casos de contaminação após se receber as duas doses da coronaVac.  Ele disse que será necessária essa nova dose para todas as vacinas e não só para a coronaVac.  Ele disse que o Butantan já está pesquisando sobre isso.

“Com relação a uma dose adicional, uma terceira dose – eu não tenho chamado de terceira dose, mas de dose de reforço –, isso será necessário neste momento para todas as vacinas, não só em relação à própria duração da imunidade, na minha opinião, é claro, como também em relação às variantes. As variantes colocam uma dificuldade maior para as vacinas. Então, variantes que estão circulando hoje, como a variante da África do Sul e a própria variante que foi identificada na Índia, têm, em princípio, uma resposta de anticorpos neutralizantes induzidos pelas vacinas um pouco inferior à da cepa original. Então, isso é, de fato, uma ameaça às vacinas, e, portanto, uma dose adicional, já com as variantes, já está sendo pesquisada, inclusive, com o Butantan, que já incorpora esta variante chamada P1 nos estudos em andamento, inclusive com a ButanVac, já prevendo que ela seja produzida., disse.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)