CPI DA PANDEMIA: Dimas Covas afirmou que críticas de Bolsonaro a coronaVac fizeram Ministério da Saúde adiar contratação de vacinas em quase 3 meses
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( Publicada originalmente às 11h 30 do dia 27/05/2021)
(Brasília-DF, 28/05/2021) O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, em resposta ao senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator da CPI da Pandemia no Senado, afirmou que após declarações do presidente Jair Bolsonaro contrário a contratação inicial de 46 milhões de vacinas anunciadas no início de outubro de 2020 pelo próprio, então, ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, houve uma “suspensão” na contratação do Governo do Brasil com o Instituto Butantan.
O senador Calheiros veiculou um vídeo em que o Presidente Bolsonaro disse que não iria contratar a vacina coronaVac. Após a divulgação do vídeo ele questinou Dimas Covas sobre como reagiub o Governo Federal após essas declarações.
“O Ministério da Saúde agiu ou deixou de agir em decorrência da ordem dada publicamente pelo Presidente da República para o cancelamento da compra da CoronaVac, conforme vimos por suas próprias declarações em entrevista à imprensa?”, disse o senador relator.
Dimas Covas disse que a declaração, na prática, paralisou a contratação por quse três meses o acerto do Butantan com o Ministério da Saúde.
“Isso mudou a perspectiva no próprio ministério. Quer dizer, todas essas negociações que ocorriam com troca de equipes técnicas, com troca de documentos, a partir desse momento elas foram suspensas. Quer dizer, houve, no dia 19, um dia antes da reunião com o Ministro, um documento do ministério que era um compromisso de incorporação, mas, após, esse compromisso ficou em suspenso e, de fato, só foi concretizado em 7 de janeiro.”, afirmou.
Calheiros insistiu em querer saber se as declarações de Bolsonaro teriam “esfriado” a contatação de vacinas ao Butantan.
“As negociações com o Ministério da Saúde foram esfriadas depois dessa ordem do Presidente? Ou seja, após esse episódio, houve – queria que V. Sa. reforçasse isso – uma interrupção temporária ou, no mínimo, menos agilidade na aquisição de vacinas por parte do Governo Federal?”, perguntou.
Dimas Covas disse que não houve mais progresso. “Não houve mais progresso nessas tratativas até janeiro. Ou seja, a partir desse momento, o nosso caminho era outro, não é? Nós continuamos a corrida pela vacina...”, disse.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)