ECONOMIA: Robson Andrade, da CNI, diz que Estado tem que ser indutor do crescimento econômico e que é a favor de uma Reforma Tributária “ampla”
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( Publicada originalmente às 14h 26 do dia 12/05/2021)
(Brasília-DF, 13/05/2021) Nesta quarta-feira, 12, durante o seminário “UOL Líderes”, ocorrido nesta quarta-feira ,12, que contou também com a participação da ex-secretária do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse em meio à aguda crise econômica e social gerada pela pandemia, é importante o setor público seja o indutor do desenvolvimento industrial e do crescimento do país, com aceleração da agenda de privatizações, concessões e reformas estruturantes.
Robson Andrade sinalizou que é contra o chamado fatiamento da Reforma Tributária e defendeu que é fundamental a realização de uma reforma tampla, que abranja os três entes da Federação (União, Estados e Municípios) e simplifique o sistema de cobrança de impostos no país, nos moldes da proposta apresentada no âmbito da Comissão Mista do Congresso Nacional.
Andrade está no caminho certo ao viabilizar privatizações e concessões de empresas públicas, destacando o sucesso de leilões já realizados, como o da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE). Segundo ele, na área de infraestrutura, o Estado precisa atrair o capital estrangeiro com regras claras.
“A pandemia só mostrou as deficiências que já existiam no Brasil, expôs as mazelas da regulação e a falta de reformas. Desta forma, é necessário criar um ambiente de negócios diferente, o que só será possível com a realização de uma reforma tributária ampla”, acrescentou.
Custo Brasil
Robson Andrade citou estudo realizado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio da CNI e de associações setoriais da Indústria, segundo o qual o chamado “Custo Brasil” consome R$ 1,5 trilhão das empresas brasileiras anualmente.
“Isso reduz a produtividade e a competitividade do setor produtivo”, afirmou o presidente da CNI, lembrando que a indústria brasileira representa 20,4% do PIB, paga 33% dos impostos federais e 41% dos impostos estaduais, enquanto outros setores pagam apenas 2%.
“É preciso fazer, urgentemente, uma reforma tributária ampla. Se isso não ocorrer, o Brasil vai continuar com o crescimento pífio ocorrido na última década. Precisamos ter o sentido da urgência, da pressa e de necessidade, precisamos atacar de frente esse problema, se melhorarmos a questão do trabalho, do emprego e do desenvolvimento, vamos ter mais recursos para aplicar na saúde, educação e inovação”, concluiu Robson Andrade.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)