31 de julho de 2025
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ECONOMIA: Setor de serviços cai -4% em março; o maior recuo no setor desde maio de 2020, informa IBGE

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Setor de serviços tiveram grande queda em março

( Publicada originalmente às 10h 04 do dia 12/05/2021) 

(Brasília-DF, 13/05/2021) A Política Real teve acesso a Pesquisa Mensal de Serviços(PMS) do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística(IBGE)  divulgada na manhã desta quarta-feira,12. Os números de março foram muito ruins pois houve uma queda no setor de -4,0% frente a fevereiro. Esse é o pior número desde maio de 2020.

A taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao passar de -8,6% em fevereiro para -8,0% em março de 2021, interrompeu a trajetória descendente iniciada em janeiro do ano passado (1,0%).

O recuo de 4,0% do volume de serviços, de fevereiro para março de 2021, foi acompanhado por três das cinco atividades investigadas, com destaque para serviços prestados às famílias (-27,0%), com sua queda mais intensa desde abril de 2021 (-45,6%). Os demais resultados negativos vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,9%) e de profissionais, administrativos e complementares (-1,4%), com o primeiro setor devolvendo parte do ganho acumulado de 7,4% nos dois primeiros meses de 2021; e o segundo eliminando pequena fração da expansão de 9,6% assinalada entre outubro de 2020 e fevereiro último.

Em contrapartida, os únicos avanços do mês ficaram com os setores de informação e comunicação (1,9%) e de outros serviços (3,7%), com ambos alcançando a segunda taxa positiva seguida em março e obtendo ganhos acumulados de 2,0% e 7,1%, respectivamente.

A média móvel trimestral teve variação positiva de 0,3% no trimestre encerrado em março de 2021 frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2020. Três das cinco atividades mostraram resultados positivos neste mês: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1,3%) e informação e comunicação (0,4%).

Frente a março de 2020, o volume de serviços avançou 4,5% em março de 2021, interrompendo doze taxas negativas seguidas. O resultado deste mês trouxe expansão em quatro das cinco atividades e a 45,2% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (8,8%) e os serviços de informação e comunicação (6,2%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o volume total de serviços.

Com menores impactos no índice geral, os outros serviços (7,3%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,7%) apresentaram incrementos de receita nos segmentos de recuperação de materiais plásticos; corretoras de títulos e valores mobiliários; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; administração de fundos por contrato ou comissão; e atividades de apoio à produção florestal, no primeiro setor; e de atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; serviços de engenharia; atividades jurídicas; teleatendimento; e locação de automóveis; no último.

Em contrapartida, a única influência negativa desse mês ficou com os serviços prestados às famílias (-17,1%), pressionados, sobretudo, pela queda nas receitas das empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico.

No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, o setor de serviços recuou 0,8%, com queda em duas das cinco atividades e altas em 39,2% dos 166 tipos de serviços investigados.

Estados e serviços

Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços em março de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o recuo (-4,0%) observado no Brasil – série ajustada sazonalmente.

Entre os locais com taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (-2,6%), seguido por Distrito Federal (-6,1%), Minas Gerais (-1,6%), Santa Catarina (-3,4%) e Rio de Janeiro (-0,8%). Já a maior alta foi em Mato Grosso do Sul (11,8%).

Frente a março de 2020, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,5%) foi acompanhado por 19 das 27 unidades da federação. A principal influência positiva ficou com São Paulo (4,4%), seguido por Minas Gerais (10,7%), Mato Grosso (38,1%) e Santa Catarina (13,2%). Por outro lado, o Distrito Federal (-4,9%) assinalou o resultado negativo mais relevante.

Já no acumulado de 2021, frente a igual período do ano anterior, o recuo do volume de serviços no Brasil (-0,8%) se deu de forma equilibrada entre os locais investigados, já que 14 das 27 unidades da federação também mostraram retração na receita real de serviços.

O principal impacto negativo em termos regionais ocorreu no Rio de Janeiro (-3,0%), seguido por Bahia (-9,8%), Paraná (-4,4%), São Paulo (-0,5%), Distrito Federal (-7,5%) e Rio Grande do Sul (-4,9%). Por outro lado, Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (9,4%) e Mato Grosso (10,3%) registraram as contribuições positivas mais relevantes sobre índice nacional.

Turísmo

Em março de 2021, o índice de atividades turísticas apontou retração de 22,0% frente ao mês imediatamente anterior, queda mais intensa desde abril de 2020 (-54,5%). O segmento de turismo vinha mostrando recuperação entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, com avanço de 127,2%, mas sofre novo revés neste mês, de maneira que agora ainda necessita crescer 78,7% para retornar ao patamar de fevereiro do ano passado.

Todos os 12 locais pesquisados acompanharam a retração verificada na atividade turística nacional (-22,0%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-21,5%), seguido por Rio de Janeiro (-17,2%), Paraná (-26,5%), Minas Gerais (-17,4%), Santa Catarina (-26,2%) e Pernambuco (-24,9%).

Frente a março de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 19,1%, décima terceira taxa negativa seguida. Todas as doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram recuo, com destaque negativo para São Paulo (-27,7%), seguido por Rio Grande do Sul (-33,2%), Paraná (-24,3%) e Rio de Janeiro (-8,2%).

O agregado, no acumulado do ano, especial de atividades turísticas caiu 27,4% frente a igual período de 2020, pressionado, sobretudo, pelas reduções de receita obtida por empresas dos ramos de restaurantes; transporte aéreo de passageiros; hotéis; agências de viagens; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Todos os doze locais investigados também registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-35,6%) e Rio de Janeiro (-23,8%), seguidos por Minas Gerais (-25,8%), Paraná (-28,1%), Rio Grande do Sul (-30,2%) e Bahia (-18,8%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)