31 de julho de 2025
Brasil e Poder

BRASIL X CHINA: Fausto Pinato, que é do Centrão, disse que se Bolsonaro fechar a boca acaba a tal guerra; Daniel Almeida divulga nota em solidariedade a China após as falas presidenciais

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( Publicada originalmente às 16h 52 do dia 06/05/2021) 

(Brasília-DF, 07/05/2021) As lideranças parlamentares que se voltam para as relações diplomáticas e notadamente econômicas entre o Brasil e a China reagiram nesta quinta-feira, 6, face a declaração do presidente Jair Bolsonaro(sem partido) nessa quarta-feira, 5, à noite na cidade do Rio de Janeiro, dizendo que existe uma “guerra biológica” na pandemia e sugeriu que viria da China. Ele diz que não se referia a China mesmo afirmando que a tal guerra viria da economia que mais cresceu durante a pandemia, que vem a ser a China.

O deputado Fauto Pinato(Progressistas-SP), que é do Centrão disse para o presidente calar a boca e afirmou que ele se move pressionado pelo filhos.  O deputado Daniel Almeida(PC do B-BA), do Grupo Parlamentar Brasil-China divulgou nota em solidariedade ao povo da China.

“Essa guerra biológica só existe na mente de Jair Bolsonaro. Se ele fechar a boca, a guerra que ele imagina se acaba! #seliga”, disse Pinato neste final da tarde.

Mais cedo ele disse que as falas de Bolsonaro eram desastrosas e incentivada pelos filhos.

“As falas desastrosas do presidente Jair Bolsonaro, orientado por seus filhos e por sua ala ideológica, já afetam a produção de vacinas no Intituto Butantan. A previsão era receber 6 mil litros de insumos até o dia 10. Agora, receberá 2 mil até o dia 13.

O Brasil lamenta.”, afimou.

Ele divulgou em sua conta do Twitter uma nota da Frente Parlamentar que comanda.

NOTA DA FRENTE PARLAMENTAR BRASIL CHINA sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (5). Não compactuaremos com afirmações desrespeitosas e irresponsáveis contra a China, que tem sido grande parceira do Brasil na luta contra a pandemia da Covid-19.

Grupo Parlamentar

O deputado federal Daniel Almeida, presidente do Grupo Parlamentar Brasil-China, rechaçou a postura do presidente.

"A verdade é que a China mostrou ao mundo uma imensa capacidade de lidar corretamente com a pandemia em seu território, tendo por base a unidade e solidariedade de seu povo, o respeito à ciência e à confiança mútua entre o governo chinês e o seu povo", comentou.

O parlamentar salientou que essa é uma estratégia para tirar o foco da CPI da Covid, que segue investigando a gestão federal no enfrentamento à pandemia, e que Bolsonaro tentou boicotar. "Trata-se de uma tentativa de desviar as atenções das investigações dos crimes contra a saúde pública cometidos em seu governo. Nesse esforço, tenta culpar a China pela pandemia e chega a proferir a mentira de que a China estaria promovendo uma guerra bacteriológica, algo já fartamente revelado como infundado tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como por todos os pesquisadores sérios da área de Saúde em todo o mundo", declara.

Almeida disse que atitude de Bolsonaro já repercutiu negativamente para a aquisição de insumos para a produção de vacinas. Eram esperados 6 mil litros do país asiático, número já reduzido para apenas 2 mil.  "Até o momento, a China é o principal fornecedor das vacinas, e os insumos ao Brasil, que respondem por 95% do total recebido pelo país, são suficientes para cobrir 60% dos grupos prioritários na fase emergencial", complementa.

Nota do Grupo Parlamentar Brasil-China

Solidariedade ao Governo e ao Povo Chinês frente aos ataques do Governo Bolsonaro

Nos primeiros dias de maio de 2021, o presidente Jair Bolsonaro, de modo totalmente descompensado, e no contexto do início de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Covid) que investiga os crimes de seu governo na pandemia, abriu baterias contra a China novamente. Trata-se de uma tentativa de desviar as atenções das investigações dos crimes contra a saúde pública cometidos em seu governo. Nesse esforço, tenta culpar a China pela pandemia e chega a proferir a mentira de que a China estaria promovendo uma guerra bacteriológica, algo já fartamente revelado como infundado tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como por todos os pesquisadores sérios da área de Saúde em todo o mundo.

A verdade é que a China mostrou ao mundo uma imensa capacidade de lidar corretamente com a pandemia em seu território, tendo por base a unidade e solidariedade de seu povo, o respeito à ciência e à confiança mútua entre o governo chinês e o seu povo. Tomou todas as providências necessárias, inclusive adotando o ‘lockdown’ no auge da epidemia e o isolamento social. Recomendou o uso de máscaras e álcool gel e o povo atendeu. Suspendeu provisoriamente as aulas, cultos e todas as formas de aglomeração. Incentivou o teletrabalho. Fez uma operação de emergência, reconfigurando suas indústrias e institutos de pesquisa para produzirem prioritariamente os insumos, equipamentos e remédios para atender o combate à Covid-19. E conseguiu produzir, em tempo recorde, uma vacina eficaz contra o contágio. Foi assim que venceu a luta contra o vírus dentro de seu país.

Além disso, a China não se fechou egoisticamente na luta interna contra a doença. Forneceu ao mundo todo, em grandes quantidades, vacinas, insumos, remédios máscaras, respiradores e outros equipamentos necessários para vencer a

crise da pandemia. Grande parte desse fornecimento foi feito gratuitamente a países pobres, em especial aos da África e Ásia. A China deu um exemplo de solidariedade internacional que os outros países avançados do mundo não deram.

No Brasil, como ressalvou o embaixador da China Yang Wanming “até o momento a China é o principal fornecedor das vacinas e os insumos ao Brasil, que respondem por 95% do total recebido pelo Brasil e são suficientes para cobrir 60% dos grupos prioritários na fase emergencial. A Coronavac representa 84% das vacinas aplicadas no Brasil”. É uma sólida parceria, que continua, e que pode eventualmente nos ajudar a sair dessa crise, apesar da má vontade, negacionismo e até falta de cordialidade do governo brasileiro.

Para além do intercâmbio no âmbito das políticas de saúde e combate à pandemia, é amplamente sabido que Brasil e China possuem profundos laços de intercâmbio produtivo e comercial. O comércio sino-brasileiro seguiu pujante mesmo em meio à pandemia e em 2020 a corrente de comércio ultrapassou os 100 bilhões de dólares, um recorde histórico. Essa não é uma relação qualquer e precisa ser aprimorada e ampliada.

É preciso que a China saiba que os brasileiros reconhecem sua ajuda e solidariedade. O governo Bolsonaro, cada vez mais isolado, não representa os sentimentos e os interesses do povo brasileiro. Suas declarações estapafúrdias são apenas ‘fake news” e tentativas de desviar a atenção dos graves problemas que causou e continua causando, e das investigações em curso na CPI da Covid, no Congresso Nacional, que apura os crimes e erros desastrosos na condução da pandemia pelo seu governo.

Deputado Daniel Almeida

 

Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-China

( da redação com informações de assessorias e redes sociais. Edição: Genésio Araújo Jr)