31 de julho de 2025
Brasil e Economia

INDÚSTRIA: Setor recuou -2,4% em março; recuo no mês deu um freio em avanços seguidos no setor

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Industria em queda

( Publicada originalmente às 10h00 do dia 05/05/2021) 

(Brasília-DF, 06/05/2021) Nesta quarta-feira, 5, foi divulgada a Pesquisa Mensal da Indústria desenvolvida pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referente ao mês de março de 2021 revelando que a produção do setor recuou -2,4% frente ao mês de fevereiro e impõe um frio em meses seguidos de números positivos para o setor.

O recuo de -2,4% da indústria, em março de 2021, teve perfil disseminado, alcançando três das quatro das grandes categorias econômicas e 15 dos 26 ramos pesquisados.

A indústria acumula alta de 4,4% no primeiro trimestre de 2021, intensificando o ritmo de crescimento frente ao último trimestre de 2020 (3,4%). O acumulado em doze meses (-3,1%) teve o recuo menos intenso desde abril de 2020 (-2,9%).

Veículos

A influência negativa mais importante veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%), terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, acumulando perda de 15,8% no período. Esse comportamento negativo recente interrompeu oito meses de taxas positivas consecutivas, que acumularam expansão de 1.196,9%.

Outras contribuições negativas importantes foram: confecção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), de outros produtos químicos (-4,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%), de couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%), de produtos de borracha e de material plástico (-4,5%), de bebidas (-3,4%), de móveis (-9,3%), de produtos têxteis (-6,4%) e de produtos de minerais não metálicos (-2,5%).

Por outro lado, entre as 11 atividades que apontaram crescimento na produção, indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%) exerceram os principais impactos positivos nesse mês. A primeira volta a crescer após recuar 5,2% no mês anterior; a segunda mostra dois meses seguidos de expansão na produção, acumulando ganho de 44,2% nesse período; e a última elimina parte da redução de 5,2% registrada entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis caiu 10,2%, a perda mais intensa desde abril de 2020 (-12,6%). Os segmentos de bens de consumo duráveis (-7,8%) e bens de capital (-6,9%) também recuaram em março, com a primeira em sua terceira queda seguida e acumulando no período redução de 12,4% e a segunda intensificando o recuo de fevereiro de 2021 (-3,7%).

Média móvel

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria caiu 1,0% no trimestre encerrado em março de 2021 frente ao nível do mês anterior, interrompendo a trajetória predominantemente ascendente iniciada em junho de 2020.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-4,2%) assinalou o recuo mais intenso e acelerou a queda registrada no mês anterior (-1,5%), que havia interrompido a sequência de resultados positivos iniciada em julho de 2020. Os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (-2,9%), de bens de capital (-2,0%) e de bens intermediários (-0,1%) também recuaram em março de 2021, com o primeiro caindo após nove meses de crescimento, período em que acumulou ganho de 22,8%, e os dois últimos interrompendo suas trajetórias ascendentes iniciadas em junho de 2020.

Trimestre

No acumulado do ano (janeiro-março), frente a igual período do ano anterior, a indústria cresceu 4,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 58 dos 79 grupos e 65,3% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, máquinas e equipamentos (21,3%), produtos de minerais não metálicos (17,2%), produtos de metal (16,7%), produtos de borracha e de material plástico (12,6%) e metalurgia (8,0%) exerceram as maiores influências positivas.

É importante destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos ramos de outros produtos químicos (6,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,2%), de produtos têxteis (18,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,6%), de celulose, papel e produtos de papel (4,5%), de produtos de madeira (14,0%), de móveis (14,7%) e de couro, artigos para viagem e calçados (9,3%).

Por outro lado, entre as seis atividades que apontaram redução na produção, as principais influências foram registradas por produtos alimentícios (-3,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,9%) e indústrias extrativas (-2,1%).

Outras contribuições negativas relevantes vieram de outros equipamentos de transporte (-15,5%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,1%).

Entre as categorias econômicas, a maior alta acumulada do ano foi em bens de capital (20,4%). Bens intermediários (4,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) também cresceram. O único recuo veio de bens de consumo duráveis (-0,3%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)