NOVO GOVERNO NO RIO: Cláudio Castro toma posse como governador do Rio de Janeiro
Ele vai cumprir 20 meses de mandato
( Publicada originalmente às 18h00 do dia 01/05/2021)
(Brasília-DF, 03/05/2021) Depois que foi confirmado o afastamento definitivo com o Impeachment do governado Wilson Witzel(PSC), neste sábado, 1º de maio, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro deu posse em ato ao governador Cláudio Castro(PSC), para exercer o mandato até dezembro de 2022. Castro foi eleito vice-governador do Rio nas eleições de 2018 e atuava como interino desde o afastamento provisório de Witzel em agosto de 2020.
Logo no início do evento foi realizado um minuto de silêncio em memória das vítimas da pandemia da covid-19. Castro lamentou as mais de 43 mil vidas perdidas com a pandemia e destacou a necessidade de uma boa relação como Legislativo.
"A população exige um governo sólido, sustentável, de diálogo; um governo que estimule a geração de empregos, que ofereça saúde e segurança; que invista na educação dos nossos jovens e que trabalhe em conjunto com todos os poderes", disse.
O governador anunciou compromissos de sua gestão, citando a disposição de ampliar a imunização da população contra a covid-19 e o número de leitos nos hospitais. Também se comprometeu com um "pacto pela recuperação econômica". Afirmou que pretende iniciar este mês o pagamento do auxílio emergencial aprovado pela Alerj, Supera Rio, e anunciou o lançamento do programa de segurança pública Bairro Seguro.
O presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), destacou a importância da união entre os Poderes da República em prol da sociedade fluminense, no momento em que o estado bate recordes negativos: o Rio de Janeiro tem um dos maiores índices de desempregados do Brasil e registrou, em abril, o maior número de mortes por covid em um mês desde o início da pandemia.
"Essa situação só mudará se houver a união de todos. Da sociedade civil organizada, dos estados, dos municípios, do governo estadual, prefeituras, poderes legislativo e judiciário, e também do governo federal", afirmou.
O presidente Ceciliano destacou, também, os esforços da Alerj para apoiar o estado, como a devolução de R$1,5 bi para o Estado investir em áreas prioritárias, como Saúde, Segurança e Educação e a aprovação do auxílio emergencial Supera Rio. O parlamentar também lembrou a importância de o Governo Federal apoiar os esforços de desenvolvimento do estado e aproveitou para reforçar, num pedido ao ministro da Economia Paulo Guedes, a necessidade de renovação do Regime de Recuperação Fiscal em condições mais favoráveis do que as previstas na Lei Complementar 178.
“De 2017 até 2020, quando o regime deveria ter sido renovado, o Rio conseguiu aumentar a sua receita em 18% e reduzir suas despesas com pessoal em R$ 1,1 bilhão. Entretanto, isso não garantiu a renovação do acordo”,finalizou.
No Palácio Guanabara
Depois do evento na Assembleia do Rio de Janeiro, houve ato no Palácio da Guanabara, sede do governo fluminense.
"Vou trabalhar especialmente para quem mais precisa, para quem tem mais urgência, para os mais vulneráveis". Foi com esta frase que o governador Cláudio Castro iniciou o primeiro pronunciamento no Palácio Guanabara.
“É meu compromisso criar ou intensificar políticas públicas para alcançar aquele que tem sofrido os impactos mais duros deixados pela pandemia da Covid-19. Seja pela perda de um parente, e aqui me solidarizo com as mais de 44 mil famílias fluminenses que se despediram de alguém especial; seja pela perda do emprego por conta da crise econômica; ou para quem se sente sem apoio para recomeçar. É para essa população que, prioritariamente, vou trabalhar cada dia dos próximos 20 meses “, afirmou o governador.
Cláudio Castro destacou que o leilão de concessão dos serviços da Cedae, realizado nesta sexta-feira ,30 de abril, será um dos principais pontos da virada do Rio de Janeiro nos aspectos econômicos e sociais.
“Começamos ontem (sexta) uma nova era no Estado do Rio, com a concessão dos serviços da Cedae, projeto que vai beneficiar mais de 8,5 milhões de pessoas, levando água para milhares e tratando esgoto. Coisas tão básicas, mas que só agora se tornam esperança para parte significativa da nossa população de 17 milhões de pessoas. E é para essa gente que mais precisa e que há muitos anos não recebe um olhar de apoio que vou governar. Para aquele que precisa em qualquer um dos 92 municípios do Rio”, ressaltou.
Crime
Cláudio Castro reforçou suas diretrizes na política de segurança: preservação de vidas, enfraquecimento de grupos milicianos e redução das taxas de criminalidade.
“Em março, o homicídio caiu 16%. É o menor valor para o mês desde o início da série histórica, em 1991. Além disso, criamos em outubro uma força-tarefa de combate à milícia, resultando em mais de 600 prisões e retirando R$ 1,5 bilhão das mãos dos criminosos – afirmou, lembrando ainda do reforço no programa de policiamento mais próximo da população: - Vamos criar uma polícia de proximidade que também atue nos bairros e não apenas nas áreas comerciais e turísticas. Um policial que seja próximo do povo. Ampliar o Segurança Presente em 30% também é minha meta. E vejo que a minha ideia de segurança já está dando resultado”, falou Castro.
Emprego
O governador concluiu o pronunciamento com o compromisso de, nos próximos 20 meses, criar mecanismos para a abertura de mais postos de trabalho.
“Hoje, tomo posse como governador do Estado do Rio de Janeiro e considero que não é uma coincidência ser no Dia do Trabalhador. Se tem algo em que acredito é na força do trabalho”, finalizou Cláudio Castro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)