DIA DO TRABALHO: Em ato virtual unificado pelas centrais sindicais, ex-presidente Lula, Dilma e FHC se manifestaram; Ciro Gomes foi outro que falou no evento virtual
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( Publicada originalmente às 17h49 do dia 01/05/2021)
(Brasília-DF, 03/05/2021) Neste Dia do Trabalho, que historicamente é marcado com eventos públicos realizados pela centrais sindicais, face ao segundo ano de pandemia do covid-19 foi levado para um evento virtual unificado com a CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical, Pública e CGTB. Falaram no evento além das lideranças sindicais os ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso. O ex-ministro Ciro Gomes(PDT) também falou, entre outras lideranças políticas de centro-esquerda.
A fala final foi realizada pelo ex-presidente Lula foi focada na esperança ao povo brasileiro. “Trabalhadores, lutar sempre e desistir jamais”, disse Lula. Ele convidou os brasileiros a reconstruir o país, de novo.
“Não podemos perder a esperança por que a primeira coisa que nossos inimigos tentam matar é nossa esperança, e um povo sem esperança está condenado a aceitar migalhas, a ser tratado como gado a caminho do matadouro, como se não houvesse outro jeito”, afirmou.
"Nós já provamos que existe outro jeito de governar, que é possível garantir a cada trabalhador e a cada trabalhadora um salário digno, a segurança da carteira assinada, do 13º e as férias remuneradas, para descansar, ou viajar com a família. É preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser um país de todos", disse o ex-presidente.
Dilma Rousseff
A ex-presidente Dilma citou os mortos pela Covid-19, as 400 mil vidas perdidas, a crise econômica sem precedentes com quase 15 milhões de brasileiros desempregados, 32 milhões de subempregados e lembrou como era diferente nos governos progressistas.
“Vivemos uma catástrofe sanitária social e o país está submetido a comportamento genocida de um governo que despreza a vida; que revogou direitos dos trabalhadores alcançados ao longo de 13 anos de governos progressistas”, disse Dilma.
“Sob este governo neoliberal fascista, fábricas estão fechando e deixando milhares de operários desamparados, pequenos negócios entram em falência sem nenhum apoio“, completou a ex-presidente.
“Apesar de toda esta tragédia”, continuou, “este mês de maio também se manifesta a força da esperança. O reconhecimento da inocência de Lula é uma vitória da Justiça e da democracia e abre uma forte perspectiva para a luta e a harmonização do povo brasileiro”, disse Dilma.
Fernando Henrique Cardoso
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSBD) saudou as várias organizações sindicais, que juntas, organizam o evento, porque segundo ele, é fundamental é pensar nos trabalhadores, por que há muito desemprego no Brasil.
“Eu diria que a questão fundamental nesse país hoje é reativar a economia de modo tal que ela possa permitir que tenhamos trabalho e renda para as nossas famílias, e educação, que também é fundamental”, disse FHC.
“Neste dia tão especial eu desejo a todos as organizações que patrocinam esse 1º de Maio que nós tenhamos um futuro, com mais trabalho, mais possibilidades de viver melhor, não só individualmente, mas familiarmente. Muito obrigado e boa sorte a todos”, completou FHC.
Ciro Gomes
O ex-ministro disse que este é o 1º de maio com a maior ameaça do estado sobre as organizações sindicais, da sociedade brasileira mais dividida e polarizada, da divisão de ódio mais cruel da história.
“Só poderemos sair dessa tragédia se entendermos que porque chegamos aqui e só sairemos mais rápidos se todos nos unirmos na busca das melhores soluções para o Brasil”, disse durante pronunciamento.
Ciro Gomes criticou, também, o modelo socioeconômico e gestão do presidente Jair Bolsonaro (PDT), que ele chama de genocida nas redes sociais.
“Chegamos ao ponto que chegamos porque os sucessivos fracassos de modelo econômico, politico e práticas morais nos arrastaram para essa tragédia odienta chamada bolsonarismo”, avaliou.
O também ex-goverandor e que já concorreu três vezes a Presidência da República disse que entraram governos e mais governos e todos repetiram o mesmo modelo econômico, “variando apenas a perfumaria e a intensidade dos erros”.
“Só sairemos desse círculo vicioso se construirmos juntos um novo projeto nacional de desenvolvimento capaz de despertar a mobilizar as nossas energias produtivas e criativas mais profundas”, destacou.
“Se desenharmos juntos novas formas mais eficientes e duradouras de diminuição da desigualdade, miséria e do desemprego e não nos iludirmos com fogos de palha que, rapidamente, queimam nossas esperanças”, complementou.
Em sua conta no Twitter ele assim se manifestou, também:
“Que este #DiaDoTrabalhador seja para reforçar nosso compromisso de luta e de esperança. Só poderemos mudar a realidade brasileira com mais mobilização e principalmente mais democracia. Viva a força das trabalhadoras e trabalhadores do Brasil! Abaixo Bolsonaro genocida!”, disse.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)