CPI DA PANDEMIA: Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, será o primeiro a depor aos senadores, informa Omar Aziz
Presidente eleito do colegiado, amazonense afirma que principal preocupação dos parlamentares não pode ser “só também procurar responsáveis” pelos erros na pandemia, mas “fazer propostas que possam ser já colocadas em prática”
( Publicada originalmente às 14h 20 do dia 27/04/2021)
(Brasília-DF, 28/04/2021) O ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, será o primeiro a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará os possíveis crimes e omissões dos governantes nas medidas de enfrentamento da pandemia. A informação é do senador Omar Aziz (PSD-AM), eleito nesta terça-feira, 27, presidente do colegiado.
De acordo com o pessedista amazonense, o depoimento de Mandetta a CPI já deverá acontecer na próxima terça-feira, 4 de maio. Madetta foi ministro da Saúde entre janeiro de 2.019 e abril de 2.020, quando foi demitido do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após se recusar em incluir no rol das medidas para enfrentar a doença respiratória – que já matou mais e 395 mil brasileiros, um conjunto de medicamentos como aztromicina, ivermectina e hidroxicloroquina que não possuem comprovação de eficácia para a enfermidade.
Na oportunidade, Azziz afirmou ainda que a principal preocupação dos parlamentares da CPI não pode ser “só também [o de] procurar responsáveis” pelos erros na condução da pandemia, mas, sim, o de “fazer propostas que possam ser já colocadas em prática” para melhorar o enfrentamento contra o covid, já que o país – de acordo com dados da universidade norte-americana Johns Hopkins – é responsável por mais de 10% dos óbitos causados pela doença em todo o mundo.
“Eu acho que vocês acompanharam aí pelos televisores. É até amanhã ao meio dia [o prazo para que] os partidos, os membros que fazem parte da CPI, queiram encaminhar sugestões para o programa de trabalho, para o senador Renan. Na quinta-feira, nos reuniremos novamente, aprovaremos o plano de trabalho e também alguns requerimentos e a convocações para algumas pessoas na terça-feira [4 de maio] já estarem aqui presentes. O primeiro a vir aqui na terça-feira que vem será o ex-ministro Mandetta. Foi acertado aí a CPI. É, a grande preocupação de todos nós senadores, enquanto nós tivermos trabalhando na CPI, nós continuaremos a ter óbito no Brasil afora. E a questão nossa não é só também procurar responsáveis por parte, mas sim ao longo da CPI, fazer propostas que possam ser já colocadas em prática e vamos ver o que está acontecendo. Foi isso que nós conversamos, porque não basta a gente dar um direcionamento de achar culpados. Achar culpados somente não vai resolver a falta de vacina, a falta de medicamentos, a falta de EPI, a falta de UTIs, a falta de oxigênio nos estados”, iniciou.
“Então, nós precisamos ter noção de tudo aquilo que falhou no planejamento, por isso da nossa preocupação em começar a cronologia do início, que que foi feito no primeiro momento de planejamento, para que a gente possa trabalhar em cima disso. E ao mesmo tempo, recomendando ao governo que tome as providências naquilo que a gente detectar. E volto a repetir, essa CPI é diferente de todas aquelas outras que vocês já viram na vida. É a CPI, segundo pesquisa, está praticamente na casa de todos brasileiros. Então, a gente espera fazer o melhor possível. Quanto mais a gente trabalhar, quanto mais a gente puder produzir, mais vezes a gente pode ajudar. Sobre a questão da prorrogação, depende muito do quando vai encaminhar a CPI, nós nós temos até 90 dias, nós podemos terminá-la muito antes ou depois, não é o prazo, não é noventa dias, é até noventa dias podendo ser prorrogado. Eu espero que a gente possa focar nesse trabalho, que é o que as as pessoas, o povo brasileiro, estava esperando”, finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)