CPI DA PANDEMIA: Randolfe Rodrigues diz que “roteiro” da Casa Civil pedindo que Ministérios comecem defesa do governo frente a CPI “é uma contribuição importante para ajudar nas investigações”
Eleito vice-presidente do colegiado, senador amapaense falou também que a “CPI não será nem de oposição, nem de governo” e que a CPI buscará encontrar o “responsável por chegar até aonde chegamos”
( Publicada originalmente às 14h 10 do dia 27/04/2021)
(Brasília-DF, 28/04/2021) O líder da oposição no Senado e vic-presidente eleito da CPI da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse nesta terça-feira, 27, que o “roteiro” elaborado pela Casa Civil do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pedindo que as demais pastas ministeriais comecem a montar uma defesa da atual gestão federal frente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada nesta data pelo Senado para investigar os supostos crimes e omissões dos atos praticados – ou não praticados – com objetivo de enfrentar a pandemia do novo coronavírus (covid-19), “é uma contribuição importante para ajudar nas investigações”.
Nesta última segunda-feira, 26, o jornal “Folha de S. Paulo” divulgou o referido documento assinado pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, encaminhado aos demais ministros para que seus Ministérios organizem as informações necessárias das ações que cada pasta promoveu com vistas a mitigação da doença respiratória – que já matou no mundo 3,1 milhões de pessoas.
Eleito vice-presidente do colegiado, o senador amapaense falou também que a “CPI não será nem de oposição, nem de governo” e que a comissão buscará encontrar o “responsável por chegar até aonde chegamos”. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários estaduais de Saúde (Conass), o covid já matou mais de 395 mil brasileiros.
“Eu acho que é uma contribuição importante do governo para ajudar nas investigações. Aponta, inclusive, alguns aspectos que deverá ser objeto, inclusive, do plano de trabalho, do relator, senador Renan Calheiros, que deve ser por nós investigados. A questão dos povos indígenas, era algo que estava passando ao largo no outro. Esse roteiro da Casa Civil é um roteiro que no meu sentir é uma colaboração para as investigações, não é?”, iniciou.
“E talvez seja de bom tom, aí vamos ver o curso que a CPI vai seguir, aqui o relator Renan apontou algumas ações imediatas, já requereu um conjunto de informações nessa primeira reunião que deve prestados a comissão parlamentar de inquérito, já apontamos quais os primeiros que devem ser ouvidos, os ex-ministros Mandetta, Teich, Pazuello e o atual ministro da saúde, além do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E eu acho por decorrência disso, nós já teremos algumas dessas informações que foram levantadas a preocupação de ontem da Casa Civil. A partir desse depoimento talvez seja até necessário pedir oficialmente para o governo esse roteiro que ainda ontem se tornou de reconhecimento de todos vocês”, complementou.
“CPI não será nem de oposição, nem de governo. Quem não tem o que temer. CPI não investiga pessoas, seja de onde for, investigará fatos. A CPI tem um objeto. Ação e omissão cometidas no enfrentamento da pandemia. Quem foi responsável por chegar até aonde chegamos, obviamente tendo confiança no relatório final do senador Renan Calheiros e que deverá apontar essas irregularidades, a partir de fatos”, finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)