COMENTÁRIO DO DIA: O tempo dirá como vai ficar!
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( Publicada originalmente às 07h 56 do dia 27/04/2021)
(Brasília-DF, 28/04/2021) O dia começa com poucas nuvens e sol na Capital Federal. O Congresso Nacional chama atenção nesta terça-feira.
Haverá muito trabalho nas comissões da Câmara dos Deputados, sessão em plenário à tarde. No Senado, está marcada sessão à tarde, mas todas as atenções estão voltadas para a instalação e eleição na CPI da Pandemia. Agora, judicializada.
O Presidente Jair Bolsonaro terá uma agenda curta nesta terça-feira e vai tratar de privatizações ao participar da reunião do PPI. Haverá trabalho no Supremo Tribunal Federal, mas....
E as atenções sobre a CPI e a Reforma Tributária, heim?!
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COMENTÁRIO
Em fevereiro, logo depois que os dois foram eleitos para o comando da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, trataram de dar declarações conjuntas dizendo de seus compromissos com vacinação, enfrentamento da pandemia e as reformas assim como uma pacificação entre os poderes, passados pouco menos de 3 meses chegamos aqui.
Arthur Lira desde o final de semana vem falando que o relatório da reforma tributária vai ser entregue em 3 de maio. Esteve com Paulo Guedes e fez ato para mostrar ofício dirigido ao relator Aguinaldo Ribeiro. Ele tenta fortalever Guedes depois de tê-lo diminuído na disputa do Orçamento. É nítido: ele não quer ficar menor durante os tempos de CPI da Pandemia no Senado.
Rodrigo Pacheco ao tomar conhecimento que um juiz de Brasília decidiu impedir que Renan Calheiros assuma a relatoria da CPI da Pandemia, que mandou instalar por decisão do STF - ele anunciou que vai ignorá-la.
Pacheco deixa claro que a máxima de obedecer decisões judiciais tem limites e fortalece sua posição, de que ele comanda o Senado e não a caneta de qualquer juiz. Desagrada mais uma vez o Palácio do Planalto, que usou uma parlamentar de seus quidins para essa missão.
Arthur Lira e Rodrigo Pacheco talvez premidos pelas circunstâncias estão sendo jogados em caminhos diversos. O tempo vai dizer se é só um talvez!
Foi Genésio Araújo Jr, de Brasilia
( da redação)