MUDANÇA NO GOVERNO: Ernesto Araújo teria pedido demissão mas Planato não confirmou; mesmo fora do Itamaraty, ele poderá responder processos por omissão durante a pandemia
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( Publicada originalmente às 13h 19 do dia 29/03/2021)
(Brasília-DF, 30/03/2021) O ministro das Relações Exteriores(MRE), Ernesto Araújo, logo cedo da manhã convocou seus secretários, que ocupam cargos de comando no Itamaraty para o meio-dia, porém foi chamado ao Palácio do Planalto pelo Presidente Jair Bolsonaro. Fontes ligadas a Araújo informaram a vários verículos de comunicação, inclusive a Política Real, que ele já pediu demissão ao presidente da República. Ele teve reunião com Bolsonaro e há informaçòes que haverá outro encontro os dois, mas o Planalto não confirma que Bolsonaro aceitou o pedido de saída.
Nas redes sociais, logo começaram as manifestações de congressistas, principalmente senadores assim como políticos e agentes sociais dos mais diversos comentando a saída do embaixador. Já se fala em possíveis substitutos, sejam políticos ou embaixadores.
Punição
Confirmando-se a saída de Araújo, ele não terá “paz”. Ele corre o risco de responder processo por omissão na pandemia. O senador Jaques Wagner(PT-BA), vice líder do PT no Senado, disse que junto com os senadores Fabiano Contarato( Rede-ES) e o senador Humberto Costa(PT-PE), fez representação no Ministério Público Federal(MPF) para que Araújo responda processo por omissão durante a pandemia
“Mesmo saindo do cargo, o ainda ministro deverá responder por suas condutas. Entrei com representação no @MPF_PGR , com @ContaratoSenado e @senadorhumberto, para que explique sua omissão diante da pandemia ao baixar a cabeça para outro país e não se empenhar para adquirir vacinas.”, disse, inicialmente
Ele disse que Araújo reconheceu que não havia problemas diplomáticos do Brasil com países produtores de vacinas contra o covid-19, o que não explicava suas dificuldades para realizar parcerias com esses países.
“Como o chanceler bem declarou durante audiência no Senado, não há nenhum problema diplomático entre o Brasil e os outros países fabricantes de vacina. Assim, não há explicação para que não tenha buscado, com urgência e antecipação, negociações para trazer vacinas para o país.”, destacou.
Wagner disse que nossa política externa tem que estar ajustada aos interesses nacionais.
“A política externa deve estar alinhada aos valores e interesses nacionais. E, agora, não há nada mais importante do que a proteção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros. Atuar contra a vacinação é uma ofensa à vida e à saúde. É inerente ao cargo de um gestor público”, finalizou.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)