31 de julho de 2025
Brasil e Poder

COMENTÁRIO DO DIA: Anéis e dedos

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( Publicada originalmente às 08h 59 do dia 26/03/2021) 

(Brasília-DF, 29/03/2021)   A sexta-feira começa com sol na Capital Federal. Existe a previsão de que haverá dias de sol para o final de semana e início de Semana Santa.

Não haverá sessões na Câmara e no Senado, como já se previa. No Senado, nem agenda haverá.

No Judiciário, também nada se espera à nível de STF, mas nunca duvide dos capas pretas.

O Presidente Jair Bolsonaro começa o dia num evento pelos 30 anos do Mercosul.

O Governo Bolsonaro não gosta muito de ações globais. Ele aparecerá ao lado do seu criticadíssimo ministro das Relações Exteriores. Será o último evento de Ernesteo Araújo e de sua assessoria internacional em eventos deste tipo? Muita gente aposta que sim! Será?!

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COMENTÁRIO

Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio.

Se você aí correr atrás vai descobrir que Rodrigo Maia, tido e havido como inimigo do bolsonarismo, nunca disse em discurso lido que poderia usar remédios políticos amargos, “alguns fatais”, para cima de Jair Bolsonaro.

Quem conhece um pouquinho de Constituição e leis sabe que nosso presidente já cometeu crimes de responsabilidade que poderiam ter aberto vários processos de Impeachment. Maia assim como Arthur Lira sabem como não merecemos enfrentar mais um desses processos.

A noite em que Lira falou dos remédios fatais foi longa. Os bombeiros entraram em campo. Bolsonaro recebeu Lira no Planalto, fez questão de fazer uma cena para todos verem, levou o homem até o carro e disse que “Eu conversei com o Lira, não tem problema nenhum entre nós. Zero problema.” Claro que há.

Essa quinta foi de Rodrigo Pacheco, que afirmou que a fala de Lira foi legítima, fruto de insatisfação de um chefe de poder. Ele ressaltou os erros em série de nossa política externa para fazer o enfrentamento da pandemia.

Outra noite longa para Bolonaro. Ele tem anéis de sobra, é melhor perder alguns que os dedos, já se disse um dia.

Resta saber quais mais ele vai aceitar perder, mais adiante!

Foi Genésio Araújo Jr, de Brasilia.

( da redação)